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“O fator previdenciário penaliza particularmente os pobres”

O deputado Ivan Valente (PSOL/SP) criticou nesta quarta-feira (17/06) no plenário da Câmara, o veto da presidenta Dilma Rousseff ao dispositivo aprovado no Congresso que derrubou o fator previdenciário.

“O fator previdenciário, aprovado durante o governo FHC, foi um dos mecanismos mais perversos já cometidos contra os trabalhadores brasileiros, com retirada de direitos inalienáveis. O fator penaliza particularmente os pobres, que começam a trabalhar muito cedo, e que foram obrigados a trabalhar muito mais ou se aposentar ganhando muito menos”, afirmou Ivan Valente.

Ivan ressalta que é absurdo o trabalhador ser penalizado mais uma vez. “Quem paga a conta novamente é o trabalhador, a corda arrebenta sempre do lado mais fraco. Não podemos admitir esse veto. Quem tem que pagar a conta são os ricos com a taxação das grandes fortunas, auditoria da dívida pública com seus contratos fraudulentos, reforma tributária progressiva, quem tem mais paga mais. Enquanto se retira os direitos dos trabalhadores, se dá mais dinheiro para os ricos e se concentra mais a renda no topo da pirâmide”, denunciou.

Ao anunciar ontem o veto, o Palácio do Planalto também informou que a presidente Dilma editou uma medida provisória com uma proposta alternativa. A fórmula 85/95 significa que o trabalhador pode se aposentar quando a soma da idade e tempo de contribuição for 85, no caso das mulheres, e 95, no caso dos homens. O tempo mínimo de contribuição para elas é de 30 anos e, para eles, de 35 anos. Com a MP 676, a partir de 2017, entra mais um valor nesse cálculo, que aumenta com o passar dos anos. Em 2017, por exemplo, mulheres precisarão de 86 pontos e homens, de 96 – ou seja, há a soma de um ponto. Em 2022, serão 5 pontos a mais, aumentando, com isso, a idade para a pessoa que quiser se aposentar com o valor integral de seu salário.

Assista aqui a fala do deputado Ivan Valente.

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