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Outras três representações ainda em andamento

Renan Calheiros já foi alvo de quatro representações no Senado, três delas protocoladas pelo PSOL. Para aqueles que criticaram o partido pela “banalização das representações”, a ex-senadora Heloísa Helena afirma que o que não pode haver “é a banalização da corrupção, da roubalheira e dos desvios do dinheiro público”.

Além da representação que culminou com o pedido de cassação pelo Conselho de Ética e resultou em absolvição, Calheiros é acusado de intermediar a negociação de dívidas da empresa Schincariol com órgãos públicos, como o INSS. Em troca, a Schincariol teria comprado uma fábrica de refrigerantes da família Calheiros por preço bem acima do de mercado. As relações do peemedebista com a empresa foram alvo da segunda representação apresentada pelo PSOL, que hoje tramita no Conselho de Ética junto com outras duas denúncias.     

Renan é acusado ainda de usar laranjas para comprar uma emissora de rádio e um jornal em sociedade com empresário João Lyra, no estado de Alagoas. O próprio Lyra confirmou para a imprensa detalhes da sociedade, que é negada por Renan.

A última representação apresentada pelo PSOL diz respeito a denúncias feitas pelo advogado Bruno Lins. Ele foi casado com uma funcionária do gabinete de Renan Calheiros e, no processo de separação, denunciou as relações estreitas do senador com o lobista Luiz Garcia Coelho, então seu sogro.

De acordo com depoimento de Bruno às polícias Civil e Federal, Renan e o lobista comandavam um esquema de desvio de dinheiro dos órgãos públicos dirigidos por políticos do PMDB. O senador também teria intermediado negociações do banco BMG com a Previdência Social para a liberação de crédito consignado.

Todas essas denúncias foram publicadas na imprensa e devem ser alvo de investigação. Os que defendem o senador de Alagoas dizem que não há provas do seu envolvimento nos casos de corrupção, apenas indícios. Para o senador José Nery, contudo, isso não tira do Senado a responsabilidade de investigar. “Há suspeitas, há denúncias e indícios. O trabalho do Conselho de Ética deve ser justamente apurar no meio de todas essas denúncias quais têm fundamento e quais devem ser arquivadas. Para isso, é necessário cumprir todos os ritos processuais normais, sem atropelo”, afirma o senador, que defende as representações. “Não podíamos ouvir todas essas denúncias e simplesmente fingir que nada estava acontecendo. Que mensagem passaríamos aos eleitores? A de que, para quem está aqui, tudo é permitido”.

Luiz Araújo – direção Nacional do PSOL e Rita Soares – Jornalista.

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