Os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal decidiram, durante assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (09/11), continuar a greve por tempo indeterminado, que já dura 26 dias. Cerca de mil representantes da categoria estiveram presentes no ato.
Ao final da votação, os grevistas foram até a sede do Ministério Público do Distrito Federal, onde fizeram uma manifestação para repudiar a Recomendação N.º 7/2015–PROEDUC, de 28 de outubro de 2015, emitida pela Promotoria de Defesa de Educação, na qual, após vários “considerando”, trata da necessidade de medidas administrativas de cunho coercitivo, como o corte de ponto dos servidores grevistas. De acordo com o Sinpro-DF, a categoria quer saber que tipo de justiça é essa. “Onde ela está para cobrar a merenda escolar? Onde ela está para cobrar a reforma das escolas? Onde ela está para fazer o governo cumprir a lei?”, questionaram os educadores.
A categoria reivindica o pagamento da última parcela do reajuste salarial, que deveria ter sido paga em setembro, com base em acordo firmado em 2013.
Em nota emitida no dia 29 de outubro, em repúdio às agressões sofridas por professores que participavam de uma manifestação no Eixão, região central de Brasília, o PSOL declarou seu total apoio à luta dos professores e demais servidores do GDF e considerou legítimo o movimento de greve, uma vez que o governo de Rodrigo Rollemberg não cumpre a legislação que garante reajuste salarial. O partido, que tem em suas fileiras vários militantes participando da greve, está nesta luta e exige que o governo Rollemberg respeite a categoria.
A próxima assembleia será na quarta-feira, dia 11, às 9h, na Praça do Buriti, para decidir os rumos do movimento.
#CaloteNão
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Da Redação do PSOL Nacional

