A bancada do PSOL recebeu um grupo de trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), nesta terça-feira (24), no gabinete da Liderança do partido na Câmara. Eles representam cerca de 470 funcionários da Alumini Engenharia que foram demitidos e 2.500 que deixaram de receber salários desde dezembro e vieram a Brasília cobrar do governo federal soluções para o impasse que envolve a unidade fluminense da Petrobras.
Os deputados Chico Alencar, líder do partido na Câmara; Jean Wyllys, vice-líder; Ivan Valente, Edmilson Rodrigues e Cado Daciolo ouviram as reivindicações dos funcionários que cobram o pagamento dos salários atrasados, inclusive o 13º, indenização pelos direitos trabalhistas e manutenção dos empregos. Ações na Justiça do Trabalho indicam dividendos da ordem de R$ 14 milhões.
No final da tarde, o grupo de trabalhadores, acompanhados do deputado Cabo Daciolo, foram recebidos por representantes da Presidência da República, no Palácio do Planalto. Saíram com a promessa de que será feita tentativa de reunião entre Secretaria Geral da Presidência, Petrobras, Ministério Público e do Trabalho e trabalhadores.
Obra da Petrobras, a construção do Comperj foi iniciada em junho de 2006, e o empreendimento criaria 212 mil empregos diretos e indiretos, na zona rural de Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro. A previsão é que começaria a funcionar em 2012, o que foi adiado para 2016. O investimento anunciado há nove anos foi de 6,5 bilhões de dólares – agora a previsão é de 13,5 bilhões de dólares.
Em meio aos escândalos da Petrobras, com dinheiro público escorrendo pelos dutos, os trabalhadores são penalizados com salários atrasados e direitos não cumpridos. O PSOL está acompanhando os desdobramentos desta violência e defende a manutenção dos direitos trabalhistas.

