O PSOL apresentou nesta segunda-feira (17) no Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro após ele dizer em entrevista na última sexta-feira (14) que entrou em uma casa em São Sebastião (DF) com dezenas de meninas de 14 ou 15 anos após “ter pintado um clima”, segundo ele.
Em seguida, o presidente insinuou que as garotas venezuelanas estariam prostituindo-se para sobreviver: “Tinha umas 15 a 20 meninas, num sábado de manhã, se arrumando. Todas venezuelanas. Eu pergunto: meninas bonitinhas, 14, 15 anos se arrumando no sábado. Pra quê? Ganhar a vida!”, exclamou.
Na verdade, tratava-se de um projeto social que atendia as garotas naquele dia. “O dia que a gente foi lá, foi só para arrumar as meninas [venezuelanas] e fazer o treinamento. Não tinha nada disso não [prostituição]. Achei elas muito responsáveis”, disse a cabeleireira Lu Silva, uma das responsáveis pela ação social.
O @psol50 vai apresentar uma notícia-crime contra Bolsonaro no STF. É preciso investigar os fatos relatados por ele e o possível assédio praticado contra meninas em situação de vulnerabilidade extrema. Isso não pode ficar impune!
— Juliano Medeiros Lula13 (@julianopsol) October 16, 2022
“Bolsonaro passa acintosamente todos os limites morais ao afirmar que ‘pintou clima’ entre ele e pré-adolescentes de 14 anos, e mostrar que, mesmo numa situação em que ele, em tese, vislumbrou exploração sexual infantil, sua atitude foi a de interesse e não de proteção daquelas meninas”, afirma a deputada Sâmia Bomfim, líder da bancada do PSOL na Câmara.

