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PSOL cobra responsabilização por massacre no RJ e apresenta medidas urgentes em defesa da vida

Após o massacre causado pela polícia do Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos nos complexos do Alemão e da Penha — a operação mais letal da história do estado —, os deputados federais do PSOL-RJ Talíria Petrone, Henrique Vieira e Tarcísio Motta, todos do PSOL-RJ, apresentaram uma série de medidas urgentes para exigir transparência, apuração e responsabilização das autoridades envolvidas.

A ação comandada pelo governo de Cláudio Castro (PL) provocou uma tragédia de proporções inéditas. Segundo a Secretaria de Polícia Civil, entre os mortos estão quatro agentes e 117 pessoas classificadas como “suspeitas”. Moradores relatam que dezenas de corpos foram encontrados na mata e levados à praça São Lucas, na Penha.

Diante do cenário de caos e denúncias de graves violações de direitos humanos, o PSOL acionou diferentes frentes institucionais. Na Câmara dos Deputados, o partido protocolou um pedido de Comissão Externa e a criação de uma Subcomissão na Comissão de Direitos Humanos para acompanhar e fiscalizar as operações policiais no estado.

Na esfera judicial, os parlamentares ingressaram representações no Ministério Público do Rio de Janeiro e na Procuradoria-Geral da República, pedindo investigação sobre a legalidade da operação e eventuais abusos cometidos. Também apresentaram uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), na ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, denunciando o descumprimento de decisões da Corte que restringem o uso de operações letais em áreas densamente povoadas.

Talíria, Henrique e Tarcísio solicitaram reuniões com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e com o ministro Edson Fachin, do STF, para cobrar medidas de controle e responsabilização das forças de segurança.

Além disso, Henrique Vieira também está articulando, junto ao movimento de direitos humanos Justiça Global e à deputada estadual do RJ Renata Souza, uma ação emergencial para denunciar o caso na ONU.

“A vida do povo fluminense não pode ser tratada como dano colateral”, afirmou Talíria Petrone, destacando que o Estado precisa priorizar políticas de segurança que preservem vidas, e não que ampliem o genocídio da população negra e periférica.

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