A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) abriu na última segunda-feira (4) uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um contrato de R$ 1,2 bilhão para a comunicação da gestão de Raquel Lyra (PSD) à frente do governo estadual.
A proposta foi feita pela deputada estadual Dani Portela (PSOL). O requerimento teve apoio de outros 18 parlamentares. Para abrir uma CPI, é necessário o apoio de ao menos 17 deputados estaduais dentre os 49.
O contrato do governo de Pernambuco para publicidade prevê gastos de R$ 120 milhões por ano durante uma década. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) realiza uma auditoria, que deve acabar até setembro, sobre o contrato.
A agência E3 Comunicação, uma das vencedoras da licitação, funciona em um imóvel do empresário Waldemiro Ferreira Teixeira, conhecido como Dódi, que é primo de Raquel Lyra.
A Assembleia também vai analisar supostas falhas na avaliação das propostas técnicas da comissão que analisou os concorrentes da licitação.
O pedido de abertura da CPI teve a adesão, além da deputada do PSOL, de 8 deputados do PSB, 3 do União Brasil, 3 do PL, 1 do Republicanos, 1 do PCdoB, 1 do PV e 1 do PSDB.
A CPI terá duração de 120 dias e pode ser prorrogada por mais 90, caso necessário. A comissão terá 9 titulares e 9 suplentes. Agora, os partidos terão um prazo de dez dias úteis para indicar os membros do colegiado.

