O deputado Ivan Valente (PSOL/SP) criticou a atitude do presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB/PB), de liberar o depoente ex-vice-presidente da Engevix, Gerson Almada, na manhã da quinta-feira (21/05), sem sequer consultar os demais parlamentares da Comissão.
“Lamento a atitude e considero um grave erro. O presidente Hugo Motta abriu um precedente perigoso nesta CPI. Essa questão de liberar ou não um depoente quando este usa o direito de ficar calado já foi debatida outras vezes na CPI, inclusive em Curitiba, e dispensar o depoente nunca foi a decisão desta CPI, porque às vezes o silêncio ensurdecedor e a postura da pessoa já é reveladora. Uns falam, outros falam pela metade. Liberar é uma desmoralização para a CPI”, criticou Ivan Valente.
Na avaliação do parlamentar, apenas o fato do depoente ter que se expor perante a sociedade, e os parlamentares terem a oportunidade de perguntar sobre várias questões que a população não sabe, já é um papel importante que a CPI cumpre. “Uma decisão monocrática! Um péssimo exemplo, que, aliás, está seguindo orientação do presidente da Casa, que toma decisões autoritárias constantes nesta Casa. É preciso que o coletivo da Comissão seja consultado antes de tomar decisões como essa”, advertiu Valente.
O deputado do PSOL ressalta que à CPI da Petrobras só há dois caminhos: “ou esta Comissão se legitima como instrumento de investigação ou ela pode tomar o caminho da desmoralização. Defendo que a gente caminhe com precisão, com passos firmes”.

