PSOL critica morosidade para instauração de inquérito
29 de maio de 2008
Diante das críticas de que 15 dias seria muito tempo para instauração de inquérito por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, o novo presidente do Conselho de Ética da Câmara, Sérgio Moraes, eleito ontem (28/05), recuou e disse que pode tomar decisão na reunião da próxima terça-feira, dia 3 de junho. O deputado Chico Alencar avaliou que a demora representa uma manobra protelatória.
Segundo Chico Alencar, a morosidade para instauração do inquérito pode conceder mais tempo para defesa de Paulo Pereira ou até sua renúncia. “Trata-se de uma manobra protelatória. A tarefa imediata, simples e objetiva é instaurar o inquérito. A análise cabe ao relator”, argumentou o Chico Alencar.
Segundo o deputado, nesse tipo de caso, de representações por quebra de decoro parlamentar, o presidente atua como despachante. A alegação de Sérgio Moraes que teria de ler os processos antes, tanto a documentação do PSOL, como a apresentada pelo corregedor Inocêncio Oliveira, não tem embasamento. “A situação é grave. Exige-se celeridade. E não protelar uma situação mais desgastante para o parlamento”.
Paulo Pereira da Silva é acusado de envolvimento em esquema de corrupção e propina envolvendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), descoberto pela Polícia Federal na operação Santa Tereza, em abril passado.


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