Dados obtidos pela deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL) através de um requerimento oficial de informações enviado ao governo Bolsonaro provam que 17 dos atuais 39 coordenadores regionais da Funai, todos cargos de confiança, não têm nos currículos apresentados ao órgão nenhuma palavra relacionada aos povos indígenas ou ao indigenismo.
Entre os nomes, há um ex-assessor do senador Fernando Collor (PTB-AL), um ex-vendedor de automóveis, militares com experiência no Haiti e em favelas do Rio de Janeiro, além de um ex-policial rodoviário com curso de atirador de elite.
Dos 39 coordenadores regionais, 25 nunca tinham passado pela Funai e chegaram na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). O órgão teve até 22 militares nesses postos —atualmente são 16. Três policiais militares e um policial federal também foram designados para essas funções.

