A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL), em conjunto com a bancada do PSOL na Câmara, protocolou ainda na última terça-feira (19) um pedido de arquivamento do projeto de lei que anistia os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e em outras atividades antidemocráticas correlatas.
O pedido foi feito no mesmo dia em que foi deflagrada a Operação Contragolpe, da Polícia Federal (PF), que prendeu três militares do Exército e um agente da corporação por terem planejado o assassinato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, de seu vice Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes.
A pressão para que o projeto seja arquivado tem crescido desde o atentado com explosivos na Praça dos Três Poderes que terminou com a morte de Francisco Wanderley Luiz, autor dos ataques, na última semana.
De acordo com os parlamentares do partido, o perdão pode servir de incentivo a outras tentativas de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Com o indiciamento de Jair Bolsonaro e outros 36 golpistas pela Polícia Federal, a iniciativa de anistia se torna ainda mais despropositada, já que há indícios contundentes da articulação contra a democracia organizada pelos bolsonaristas.
“A revelação do plano de golpe escabroso liderado pelo núcleo de Bolsonaro, que culminou nos atentados de 8/1 e seguiu em curso com as explosões recentes na Praça dos Três Poderes, não pode ser normalizado. Não é cabível que o golpismo seja absolvido pelo Congresso Nacional. Quem ataca a democracia, alimenta o discurso da violência ou promove esses crimes precisa ser responsabilizado e punido. Sem anistia!”, disse Sâmia.

