O vereador Celso Giannazi, o deputado estadual Carlos Giannazi e a deputada federal Luciene Cavalcante, todos do PSOL, acionaram o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) pedindo que os órgãos investiguem o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), após a divulgação de robustas denúncias de que a Prefeitura da capital paulista pressiona trabalhadores a aderirem à campanha de Ricardo Nunes “sob pena de perderem seus empregos”.
Entre as acusações apontadas no documento estão conduta de assédio moral e violação aos direitos trabalhistas, violação das normativas eleitorais e dos princípios da administração pública, uso da estrutura pública para fins eleitorais, abuso de poder político e de autoridade, além de ato de coerção.
Os parlamentares pedem que os órgãos adotem “as medidas cabíveis para as responsabilizações – civil, criminal e administrativa” de Nunes, visando assegurar a lisura do pleito eleitoral em São Paulo em 2024.
Nesta semana, trabalhadores de secretarias vinculadas à Prefeitura de São Paulo receberam um link que os levava a um formulário da campanha do prefeito e questionava se estariam dispostos a colaborar com a candidatura de Nunes à reeleição.
No questionário, os trabalhadores devem responder se possuem redes sociais, quantos seguidores têm nessas redes, se são filiados a partidos políticos, se vão fazer campanha para algum político e se disponibilizariam seus veículos para adesivagem. Os trabalhadores comissionados teriam sido forçados a entrar em um grupo de WhatsApp, onde receberam o link para o formulário e passaram a ser pressionados para preencher o documento.

