A prisão de Carla Zambelli (PL-SP) em Roma, no dia 29 de julho, contou com um elemento decisivo: a atuação firme do deputado italiano Angelo Bonelli. Porta-voz do partido Europa Verde, Bonelli foi o responsável por informar a polícia italiana sobre o paradeiro da parlamentar brasileira, foragida da Justiça após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão.
Zambelli fugiu do Brasil no final de maio e declarou publicamente que, por ter cidadania italiana, era “intocável”. Bonelli contestou a atitude da golpista, acionando autoridades, cobrando respostas do governo italiano. Por sua atuação em defesa da democracia e da cooperação internacional, deputadas do PSOL e do PT decidiram prestar homenagens ao deputado europeu:
Sâmia Bomfim propõe título de cidadão honorário do Brasil pra Angelo Bonelli
A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) protocolou um projeto de resolução que concede a Angelo Bonelli o título de cidadão honorário do Brasil. A proposta reconhece o papel fundamental do parlamentar italiano na prisão da foragida e destaca seu compromisso com a Justiça brasileira.
O projeto defende que Bonelli atuou com firmeza desde o início, mantendo contato frequente com autoridades italianas e pressionando pelo cumprimento da extradição. Para Sâmia, a colaboração entre instituições italianas e brasileiras, articulada por Bonelli, foi crucial para garantir que Zambelli respondesse por seus crimes no Brasil.
Luciene Cavalcante, Talíria Petrone e Ana Pimentel pedem moção de louvor ao parlamentar italiano
Outra iniciativa foi apresentada pelas deputadas Luciene Cavalcante (PSOL-SP), Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Ana Pimentel (PT-MG). As parlamentares protocolaram uma moção de louvor ao deputado Bonelli na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
No documento, as deputadas destacam que a atitude do italiano “consuma o princípio da solidariedade internacional, essencial para o combate à impunidade”. A moção celebra sua postura firme frente a uma situação de tentativa de fuga e obstrução da Justiça brasileira.
A proposta também lembra que Zambelli atentou contra a ordem judiciária brasileira, e que o gesto de Bonelli reafirma o compromisso com os valores democráticos.

