A já esperada definição do PT por apoiar a candidatura de Armando Monteiro ao governo é a última grande movimentação eleitoral em Pernambuco. Diante do necessário debate político junto à sociedade pernambucana que clama por mudanças, fazem-se necessárias algumas considerações iniciais.
O lançamento de candidatura própria pelo PT ao governo não o eximiria de um balanço crítico de suas gestões, de sua atuação parlamentar e partidária cotidianas, desconexas com sua base social e eleitoral. A impossibilidade deste partido, em suas direções hegemônicas, de dissociar-se do conservadorismo e da associação com o que de mais fisiológico existe na política nacional e local; a completa desmobilização dos movimentos sociais onde atua de forma dirigente; a opção por ser um gestor generoso ao grande capital – especialmente ao especulativo e ao agronegócio em âmbito nacional e às empreiteiras e ao ramo imobiliário localmente; ter optado conscientemente por trocar de lado, sobretudo nestes quase 12 anos consecutivos de governo federal, e com isso ter criado uma grande massa de desesperançosos na política e em soluções coletivas e colaborativas; já seriam contradições e balanços pesados demais para se administrar em um debate eleitoral.
A desconexão entre discurso e práticas do PT neste momento, além de cristalizar-se, ganha volume com a adesão ao projeto político representado por Armando Monteiro. A ida para este palanque é de fato um grande passo de coerência, pois não restou outra opção para o projeto político em que o PT se consolidou. Por mais que pareça contraditório com a história do PT, é o que o partido é de fato na atualidade.
Claro que sabemos das contradições que isso trará para os que de forma honesta e permanente militam por outra sociedade dentro das trincheiras do PT e para os que, além de suas fronteiras orgânicas, têm nesse partido referência política e eleitoral, bem como para os que se dedicam ou dedicaram nas gestões a dar o seu melhor por saber das possibilidades de nesses espaços conseguir avanços pontuais. Com esses segmentos temos a responsabilidade de abrir um diálogo honesto e sincero, recolocando a defesa das pautas da esquerda democrática dentro de um projeto que acumule forças e não permita retrocessos.
Neste cenário é responsabilidade de nossa candidatura estabelecer um profundo debate programático nesta eleição, se contrapondo à essência dos projetos siameses representados por Armando Monteiro e Paulo Câmara. Um debate que coletivamente e de forma aberta e colaborativa, resulte em um programa que vá além do processo eleitoral e se consolide como patrimônio da esquerda em nosso Estado.
O lançamento de candidatura própria pelo PT ao governo não o eximiria de um balanço crítico de suas gestões, de sua atuação parlamentar e partidária cotidianas, desconexas com sua base social e eleitoral. A impossibilidade deste partido, em suas direções hegemônicas, de dissociar-se do conservadorismo e da associação com o que de mais fisiológico existe na política nacional e local; a completa desmobilização dos movimentos sociais onde atua de forma dirigente; a opção por ser um gestor generoso ao grande capital – especialmente ao especulativo e ao agronegócio em âmbito nacional e às empreiteiras e ao ramo imobiliário localmente; ter optado conscientemente por trocar de lado, sobretudo nestes quase 12 anos consecutivos de governo federal, e com isso ter criado uma grande massa de desesperançosos na política e em soluções coletivas e colaborativas; já seriam contradições e balanços pesados demais para se administrar em um debate eleitoral.
A desconexão entre discurso e práticas do PT neste momento, além de cristalizar-se, ganha volume com a adesão ao projeto político representado por Armando Monteiro. A ida para este palanque é de fato um grande passo de coerência, pois não restou outra opção para o projeto político em que o PT se consolidou. Por mais que pareça contraditório com a história do PT, é o que o partido é de fato na atualidade.
Claro que sabemos das contradições que isso trará para os que de forma honesta e permanente militam por outra sociedade dentro das trincheiras do PT e para os que, além de suas fronteiras orgânicas, têm nesse partido referência política e eleitoral, bem como para os que se dedicam ou dedicaram nas gestões a dar o seu melhor por saber das possibilidades de nesses espaços conseguir avanços pontuais. Com esses segmentos temos a responsabilidade de abrir um diálogo honesto e sincero, recolocando a defesa das pautas da esquerda democrática dentro de um projeto que acumule forças e não permita retrocessos.
Neste cenário é responsabilidade de nossa candidatura estabelecer um profundo debate programático nesta eleição, se contrapondo à essência dos projetos siameses representados por Armando Monteiro e Paulo Câmara. Um debate que coletivamente e de forma aberta e colaborativa, resulte em um programa que vá além do processo eleitoral e se consolide como patrimônio da esquerda em nosso Estado.

