“Vamos investigar a todos sem distinção”, disse o Senador Randolfe Rodrigues ao comentar a denúncia publicada no Jornal goiano “O Popular” deste sábado (29). A matéria do Jornal, baseada em dados da quebra de sigilo da empresa Adécio e Rafael (empresa laranja do esquema Cachoeira), aponta que Martiniano Cavalcante Neto, membro do Diretório Nacional do PSOL, teria recebido da empresa uma transferência bancaria no valor de R$ 200.000, 00, em dezembro de 2011. Martiniano afirma que precisava de dinheiro para quitar dívidas em sua empresa e que recorreu a agiotas.
Na CPMI, o Senador Randolfe agiu com celeridade, pois deseja um esclarecimento por parte do dirigente do partido sobre o caso, da mesma forma de todos os outros envolvidos. Randolfe apresentou 181 requerimentos na Comissão pedindo que todas as pessoas que aparecem no sigilo fiscal da empresa, recebendo valores superiores a R$ 10 mil, prestem esclarecimentos à CPMI em um prazo de dez dias.
Além de Martiniano, aparecem nomes como Valterci de Melo (dono do Laboratório Teuto), Ataídes de Oliveira (suplente de senador), Jacinto Lúcio Borges (dono da Rede Tend Tudo), Warre Engenharia (responsável pela construção do Parque Multirama). Randolfe é autor de um dos requerimentos protocolados na #CPMIdoCachoeira que pede a quebra de sigilo da empresa Adécio e Rafael.
Um fato evidente, de acordo com as declarações de Martiniano, é o de que Andressa Mendonça, mulher de Carlos Cachoeira, assumiu a condução dos negócios do bicheiro após a sua prisão. Segundo Martiniano, ela teria ligado para ele cobrando a dívida. “Os fatos recentes confirmam o que já suspeitávamos. Andressa assumiu a condução dos negócios da organização criminosa, operando em substituição a Carlos Cachoeira, e isso deve ser um elemento de investigação por parte da CPMI, Ministério Público e Polícia Federal”, diz Randolfe.
O PSOL também deu resposta imediata às denúncias. Em resolução divulgada pela Executiva Nacional, o partido afirma que “recebimento por militante do partido de recursos oriundos de empresa laranja não é comportamento compatível com a ética partidária”.
O partido adotou os seguintes procedimentos:
– O pedido de afastamento imediato do dirigente de todas as atividades que ele participa no partido.
– A solicitação de abertura de processo de investigação pela Comissão de Ética do Partido, garantido ao filiado amplo direito de defesa, apresentação de documentos e outros atos que julgar oportuno
– Solicitação de brevidade na apuração dos fatos e envio de circunstanciado relatório para a apreciação do Diretório Nacional, instância que cabe estatutariamente julgar casos deste gênero.
“ O fato é grave e deve ser apurado. Fico feliz com as providências já tomadas pelo PSOL e aguardarei a aprovação dos requerimentos de minha autoria e as explicações de todos que receberam valores dessa empresa fantasma”, conclui Randolfe.
Fonte: http://blogdorandolfe.com.br
Foto: Agência Brasil

