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Repudiamos a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Buenos Aires

Leia a nota de diversos movimentos sociais sobre a reunião da Organização Mundial do Comércio em Buenos Aires (Argentina), em dezembro, apoiada pela Executiva Nacional do PSOL em 16/10/2017:

REPUDIAMOS A REUNIÃO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO (OMC) EM BUENOS AIRES  

Organizações e movimentos sociais de Direitos Humanos, territoriais, estudantis, de mulheres, políticas, campesinas e ambientais reuniram-se no último dia 24 de junho, em Buenos Aires, no Encontro Nacional Contra a Organização Mundial do Comércio. Convocamos aos povos do mundo a manifestarem-se no marco da XI Reunião Ministerial da OMC, que ocorrerá na Argentina, entre os dias 10 e 13 de dezembro de 2017.

Para tal, convocamos à realização de uma Cúpula dos Povos, na cidade de Buenos Aires, que colabore com a articulação da resistência contra o chamado “livre comércio” – que promove políticas de exploração e espoliação de nosso povo e da natureza – e que possa visibilizar e discutir alternativas a este sistema produtivo e comercial. Entendemos que a luta contra a OMC é global e conta com uma valiosa história de mobilizações e articulações, uma vez que esta instituição representa os interesses das empresas transnacionais e não os direitos e necessidades do povo.

Um marco no processo de descrédito com respeito a estas instituições foi a mobilização das organizações sociais que, em 1999, colocaram em evidência os impactos negativos do projeto de liberalização comercial durante a reunião da OMC em Seattle, EUA, a qual inspirou um amplo movimento de resistências anticapitalistas em todo planeta. Quatro anos depois, a grande mobilização popular durante a Reunião Ministerial da OMC, em Cancun, também significou um avanço da resistência contra a agenda do grande capital transnacional.

Pretendemos, da mesma forma, que a luta contra a OMC adote um forte caráter regional, somando forças à recuperação de nossa valiosa história enquanto organização social e política contra as múltiplas formas de domínio que foram tomando corpo nos últimos anos. A luta contra a ALCA foi um importante processo de articulação continental, e a Cúpula dos Povos de Mar del Plata, em 2005, habilitou avanços importantes na discussão de alternativas de integração.

Mais de dez anos depois, é necessário juntar novamente nossas lutas para mobilizarmo-nos contra a liberdade corporativa e contra os privilégios dos investidores na região. A liberdade deve para as pessoas: liberdade de mobilidade para os/as trabalhadores/as, e não para os empresários e investidores que especulam com nossas riquezas sociais, culturais e naturais. Neste contexto, devemos discutir novamente a questão das alternativas populares e a urgente necessidade de avançar em projetos que construam novas formas de relações entre nossos povos, que sejam solidárias e complementárias.

Compreendemos também que vinte anos de tratados de livre comércio (TLC) em nossa região mostram os efeitos dramáticos da desregulamentação e do avanço dos privilégios corporativos sobre nosso povo e sobre o meio ambiente. Para confrontar a liberalização, nos últimos anos, vários projetos de integração alternativa colocaram-se em marcha na região – ALBA-TCP, CELAC, UNASUR – os quais estão em risco pela ação dos governos neoliberais.

Diante disso, é tempo de avançar em alternativas sociais, econômicas, políticas, feministas, e ecossocialistas, que se oponham ao avanço do poder corporativo e que contem com a mais ampla participação da sociedade nas decisões econômicas e políticas, para dar enfoque prioritário aos Direitos Humanos e garantir a harmonia com o meio ambiente. Por isso, repudiamos a agenda de “livre” comércio e a proteção de investimentos em todas suas formas, seja mediante acordos bilaterais ou inter-regionais – como o tratado entre UE e MERCOSUL, o qual se pretende fechar para dezembro deste ano -, por meio do âmbito multilateral como o da OMC ou por decisão de grupos como o G-20. Nossa proposta é avançar na rearticulação das agendas e das campanhas de organizações sociais e políticas, tanto em nosso país como na região a nível global.

Por isso, desde este Encontro Nacional, realizamos um chamado, a todas as organizações e ao povo da Argentina e do mundo, para que participem ativamente na organização e realização da Cúpula dos Povos em Buenos Aires entre os dias 10 e 13 de dezembro de 2017, com objetivo de dizer não ao regime que a OMC impulsa a nível global e de pensar e discutir alternativas ao capitalismo a partir do nosso povo.

Juntos/as podemos construir estes outros mundos possíveis. Abaixo os tratados de livre comércio que oprimem o povo! Exigimos acordos solidários para o comércio entre os povos! Em 2017, realizemos um novo Seattle em Buenos Aires! A luta é global!

Mais de cem organizações internacionais estão assinando essa nota. Clique aqui para acessar a publicação original

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