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(RJ) Debate sobre presença do Exército no Morro da Providência

Audiência pública na Câmara dos Deputados, no dia 3 de julho, tratou da atuação do Exército brasileiro no Morro da Providência, no Rio de Janeiro (RJ), e do envolvimento de militares na morte de três jovens por traficantes. O deputado Chico Alencar, um dos proponentes do debate, questionou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, a presença do Exército e indagou se as forças brasileiras não estariam sendo usadas politicamente.

Segundo Chico Alencar, o uso político do Exército brasileiro é um segundo ponto envolvendo o Morro da Providência. Para o deputado, o Exército está assumindo o projeto Cimento Social, que é do governo federal, mas que está declaradamente sob a tutela do senador Marcelo Crivella, que apresentou emenda no valor R$ 12 milhões em favor do projeto. Chico Alencar esclareceu que as obras são bem vindas, já que objetivam melhorar a qualidade de vida da população, mas a posição que o Exército assume nesse cenário é questionável. O convênio entre os Ministérios da Defesa e das Cidades, que permitiu a presença do Exército no Morro, também foi questionado pelo deputado.

Nelson Jobim afirmou que é competência do Exército cooperar com órgãos públicos na execução de obras de engenharia, o que torna a presença de militares no Morro da Providência legítima. Jobim também disse que a primeira fase da obra será retomada imediatamente, já que a Justiça Eleitoral determinou a paralisação das obras no último dia 24. A segunda fase só seria retomada após as eleições de outubro. O ministro negou qualquer participação política ou eleitoral do Exército. “O Exército não tem nada ver com a exploração da obra para fins eleitorais”, ressaltou.

O deputado Chico Alencar questionou também sobre a existência de registros relativos a entrada e saída dos três jovens – Marcos Paulo da Silva (17 anos), Wellington Gonzaga da Costa (19 anos) e David Wilson Florêncio (24 anos) – do quartel do Exército. Os jovens, que teriam sido detidos por desacato, foram entregues por militares a traficantes do Morro da Mineira, grupo rival do Morro da Providência, onde moravam. Os corpos dos jovens foram encontrados em um lixão, com sinais de tortura e perfurações de tiro.

O ministro Nelson Jobim afirmou que a entrega dos jovens foi um ato irresponsável e que os culpados devem ser responsabilizados. Os onze militares envolvidos estão presos e começaram a ser ouvidos ontem pela Justiça.

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