A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que sejam apurados os atos conspiratórios e que atentam contra a soberania nacional promovidos por Eduardo Bolsonaro nos EUA.
O caráter lesa-pátria da articulação da extrema-direita brasileira com Donald Trump ficou evidente com o anúncio de uma tarifa de 50% sobre as importações de produtos brasileiros a ser aplicada a partir do próximo dia 1º de agosto.
A parlamentar do PSOL pede a instauração de um inquérito e a investigação de eventuais ligações do deputado atualmente “licenciado” com autoridades estrangeiras para fomentar sanções econômicas ao Brasil com fins políticos.
Na notícia-crime, Sâmia também pleiteia que a PGR avalie não apenas sua responsabilização penal e cível, mas a inclusão dos novos fatos no inquérito em curso no STF que averigua a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Ele é investigado pela prática de crimes como coação, obstrução de investigação e abolição violento do Estado democrático.
Para a deputada do PSOL, há registros públicos de que Eduardo tem atuado reiteradamente contra os interesses nacionais, participando de encontros com representantes da extrema-direita americana, promovendo campanhas de desinformação sobre o sistema democrático brasileiro e antecipando medidas que seriam adotadas pelo governo Trump.
“É evidente que as declarações (de Trump) se sustentam em uma narrativa fantasiosa e politicamente motivada, cuja intenção manifesta é constranger as instituições brasileiras, pressionar o Poder Executivo e o Judiciário e legitimar a atuação da extrema-direita brasileira no exterior”, diz trecho da representação apresentada por Sâmia.

