A deputada federal Talíria Petrone (PSOL) denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) que recebeu ataques racistas nas redes sociais na última terça-feira (23).
Entre os ataques verbais, os agressores chamaram a deputada de “monkey” (macaco em inglês), “cão” e até atacaram seu cabelo. A deputada também levou o caso ao SaferNet, plataforma que atua no combate a crimes cibernéticos.
“Preconceito, racismo e misoginia não passarão. Não nos calarão e não nos intimidarão. Somos vítimas constantes de violência até dentro do parlamento. Desde quando ingressei na política, recebi várias ameaças de morte das milícias e de grupos de ódio. Hoje sou protegida por carro blindado e escolta 24 horas”, afirma Talíria Petrone.
“Não há limites para a violência. Mas nossa vontade de representar nossas lutas e dores é maior. Somos apenas 18% no Congresso. Mulheres comandam apenas 12% das prefeituras brasileiras, embora sejamos a maioria do povo. Isso deixa a democracia torta. Precisamos de mais mulheres na política”, ressalta a autora da Lei Mães Cientistas.

