Celso Giannazi e Toninho Vespoli, ambos vereadores do PSOL em São Paulo, denunciaram nesta semana que receberam e-mails com ameaças de morte. As mensagens continham referências ao autor do ataque a bombas em Brasília, morto na última semana. Os parlamentares já acionaram a Polícia Federal para que o caso seja devidamente investigado.
A mensagem continha xingamentos e pedia a renúncia dos parlamentares com o argumento da aprovação pela Câmara Municipal de São Paulo de um aumento de 37% nos salários dos próprios vereadores paulistanos. Detalhe: a bancada inteira do PSOL votou contra o aumento.
O texto ainda afirma que esse atentado seria em honra ao “herói” Francisco Wanderley Luiz, o Tiü França, e diz que “outros camaradas” estão preparando novos ataques ao Supremo Tribunal Federal e que “as bombas vão estourar por todo o Brasil”.
“Eu e o vereador Giannazi estamos sendo ameaçados. Tanto eu como ele recebemos um e-mail falando que se os vereadores não renunciarem, todos irão morrer”, relatou Toninho Vespoli em uma postagem no Instagram.
“Já oficiei o presidente da Câmara Municipal para que tome providências, pedindo mais segurança aqui, como também estamos entrando em contato com a Polícia Federal para que se investigue as ameaças e tome as providências necessárias”, concluiu.
Em seu ofício à PF, Celso Giannazi também pede investigação imediata sobre a autoria das ameaças, criação de um protocolo nacional específico de prevenção e resposta a ameaças contra autoridades públicas e instituições democráticas e fortalecimento de ações de rastreamento de células fascistas e extremistas no Brasil.

