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A pré-candidatura ao Governo da Paraíba não é minha, é nossa!

No dia 14 de dezembro último, por unanimidade, o Diretório Estadual do Partido Socialismo e Liberdade- PSOL/PB escolheu meu nome para ser o pré-candidato do partido ao Governo da Paraíba. Na mesma reunião reconduzimos o presidente do Diretório Estadual ao cargo e escolhemos nosso pré-candidato ao Senado. 2014 será um ano duro no qual nenhum de nós pretende agir como líder iluminado e salvador da classe, mas como um militante, como parte de um projeto maior que nossas individualidades e que nosso partido, um projeto maior que os anos pares que fazem as eleições, um projeto de sociedade pautado nas reivindicações dos/as que lutam por direitos e pelo fim da exploração de classe.
 
Não é de hoje que sou chamado para assumir uma candidatura, seja para construção partidária ou para disputar de fato uma vaga no parlamento ou no executivo, mas até hoje eu não havia assumido uma tarefa no processo eleitoral da democracia burguesa; espaço nada favorável aos que acreditam na luta coletiva e em uma sociedade sem explorados e exploradores. Agora, a hora chegou, não por escolha pessoal ou de grupo A ou B, mas por uma demanda objetiva da realidade. Não estou aqui dizendo que as ruas gritam por meu nome, longe de mim esse tipo de arrogância vista nas esquinas da vida política. Estou querendo dizer apenas que as tarefas assumidas no interior do PSOL e nas instâncias e organizações das entidades e dos movimentos da esquerda socialista acabam nos demandando maiores responsabilidades que o simples fato de querer ou não querer assumir determinada tarefa.
 
Entendo que existem momentos na vida que não temos o direito de dizer não a determinada tarefa, mas temos ainda menos direito de querer fazer dessa tarefa uma atividade individual. O ano de 2013 foi um ano muito duro e 2014 será ainda mais complexo. A tarefa de ser pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL não pode ser (e não será) uma tarefa unicamente minha, nem mesmo só do PSOL. Queremos fazer uma candidatura no perfil da frente de esquerda formada nas jornadas de junho, com milhares de independentes, movimentos sociais e os importantes partidos da esquerda socialista/comunista (Consulta Popular, PCB, PCR e PSTU). O programa da nossa candidatura não será algo da minha cabeça ou das reuniões do PSOL, será construído com os movimentos que lutam cotidianamente por direitos e por sociedade sem exploração de classe.
 
Obviamente minhas individualidades e subjetividades estão envolvidas nesse processo da candidatura, por esse motivo já venho dialogando essa possibilidade com familiares e amigos/as há meses, antes mesmo de colocar meu nome à disposição do PSOL e da Frente de Esquerda para uma possível candidatura. Não sou um político, sou um militante da luta cotidiana com lado claro e preciso de quem faz parte desse cotidiano para fortalecer a tarefa coletiva que estou assumindo.
 
Permitam que eu faça uma referência especial a uma pessoa, o militante Abraão Bahia. Não somos do mesmo grupo político e temos grandes diferenças táticas no que diz respeito ao processo de organização partidária. Mas o apoio desse companheiro a nossa pré-candidatura é emblemática, assim entendo exatamente pelas diferenças que existem entre nós e por sua sintonia organizativa (não sei se seria esse o nome) com o momento atual. Essas diferenças são ínfimas quando pensamos em um modelo de sociedade para além da que vivemos, são diferenças pequenas quando nos colocamos diante do mais duro enfrentamento na defesa dos nossos direitos e do patrimônio público. Não somos militantes que nos limitamos a “fazer discursos longos sobre o que não fazer” (Cazuza), no coletivo vamos lá e fazemos. Imagino que esse apoio deva muito a isso, deva muito ao que tenha sido os últimos anos na luta pela redução das passagens e em especial aos levantes de junho (2013), quando o “time” ficou maior na organização do Avante João Pessoa/Movimento Passe Livre e não agimos no sentido estreito de construir nossos grupos ou de agir como “donos da verdade”.
 
Apesar do nosso programa ainda não ter sido construído, alguns elementos temos claro: não nos limitaremos à pauta formal e às bandeiras estaduais, como se elas estivessem desconectas da realidade brasileira. Muito menos iremos nos colocar no espaço da oposição como se fôssemos iguais aos que sempre governaram e travaram o avanço da Paraíba. Nosso programa terá a cara das ruas, a cara dos levantes de junho, defenderemos os cartazes que “gritavam”: por 10% do PIB para educação, contra a onda privatizante que toma nossos hospitais e rodovias, pela abertura das escolas e delegacias fechadas pelo governador Ricardo Coutinho, por respeito ao funcionalismo público, pelo passe livre para estudantes e desempregados/as, pela redução das passagens e outras longas bandeiras que foram levantadas pelos Sem Terra, Sem Teto, Marcha das Vadias, Fórum dos Servidores Públicos da Paraíba, Movimento Passe Livre,  Movimento Negro, Ambientalistas, Movimento LGBT e por outros importantes movimentos que lutam por direitos.
 
Contamos com vocês nessa jornada que apenas se inicia, ainda como pré-candidato, ainda construindo um programa, mas já como uma construção coletiva, já como uma alternativa oposta aos que sempre controlaram a Paraíba sem o mínimo cuidado com as pessoas.
 
Sigamos juntxs nesse começo e nos próximos passos.

 

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