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Ação do PSOL contra isenção de impostos a agrotóxicos será julgada este mês pelo STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, no próximo dia 19 de fevereiro, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5553, que foi ajuizada pelo PSOL em 2016 na corte. Ela trata da isenção de impostos para a indústria de agrotóxicos, que o partido julga inconstitucional.

Na ação, o PSOL questiona as cláusulas 1ª e 3ª do Convênio nº 100/97 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e o Decreto 7.660/2011. Esses dispositivos concedem benefícios fiscais ao mercado de agrotóxicos, com redução de 60% da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), além da isenção total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de determinados tipos de agrotóxicos.

A concessão do benefício tributário aos agrotóxicos é de alto impacto à saúde humana e ao meio ambiente. Ainda por cima, o Ministério da Fazenda não apresentou fundamentos técnicos para a concessão da não tributação.

Outra crítica à concessão no benefício é a de que o princípio não é aplicado pelo Estado a produtos essenciais para a população brasileira, como alguns itens de consumo diário pela população brasileira.

Com faturamento estimado em 2017 de US$ 8,9 bilhões (Associação Brasileira de Defensivos Genéricos, 2018) – correspondente a atuais R$ 37,55 bilhões – o setor deixa de destinar significativas quantias ao poder público brasileiro e eleva, ao máximo, a possibilidade de lucro.

Com liberação recorde de 503 registros de agrotóxicos no primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro (sem partido), por meio da pasta da agricultura, sob comando da ministra com estreita ligação com o agronegócio, Tereza Cristina (PSL), o valor que o Estado brasileiro deixa de arrecadar no próximo período aumenta exponencialmente. Isto porque, como o sistema de tributação incide sobre o produto, quanto mais agrotóxico se utiliza, mais se deixa de arrecadar em impostos.

PARLAMENTARES DO PSOL SE REÚNEM COM MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Os novos líder e vice-líder da bancada do PSOL na Câmara, Fernanda Melchionna e Edmilson Rodrigues, se reuniram na última quarta-feira (5) com o Coordenador da 4º Câmara da Procuradoria Geral da República, Dr. Nívio de Freitas Silva Filho, para tratar do julgamento da ADI do PSOL sobre a inconstitucionalidade da isenção de impostos aos agrotóxicos.

“A concessão dos benefícios fiscais incentiva e intensifica o uso dos agrotóxicos, o que contradiz o direito ao meio ambiente equilibrado”, argumenta Edmilson Rodrigues. “Além dos impactos ambientais e do prejuízo à saúde dos trabalhadores do agronegócio, camponeses e agricultores familiares”, continua.

“A redução de agrotóxicos é uma questão de sustentabilidade. Os agrotóxicos degradam o solo, contaminam a água, destroem a biodiversidade e causam a morte de polinizadores fundamentais para a própria produção de alimentos”, pontua também Fernanda Melchionna.

Com informações da Comissão Pastoral da Terra Nacional (CPT)

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