Um jornalista do jornal O Povo, Bruno de Castro, foi agredido.
Nesta manhã a truculência tinha feições de operação de guerra: manifestantes foram agredidos sem terem demonstrado qualquer sinal de intransigência. A ação foi uma decisão do governo Roberto Cláudio (PSB) contra a ocupação. O acesso àquela porção do Parque foi fechado – o que fez parar o trânsito das áreas nobres da cidade, onde se localiza o Parque.
O movimento #ocupecocó começou logo após o início do corte de árvores no local previsto para a construção de um viaduto A ocupação reunia ambientalistas e ativistas de diversas matizes e se autogestionava há quase um mês. A principal reivindicação dos manifestantes era – e continua sendo – a preservação do Parque, uma das poucas áreas verdes de Fortaleza. O viaduto, projeto que a prefeitura vem mudando e sendo refeito a cada gestão, seria uma solução para o trânsito da área.
Em diversas audiências e reuniões, foi colocado, por parte do #ocupecocó, alternativas ao projeto, considerado retrógrado por urbanistas e geógrafos – tendo em vista que viadutos são soluções dos anos 50 e já se mostraram inviáveis ambientalmente, além de degradarem o entorno.
Prisões arbitrárias
Ainda no início da manhã, três pessoas foram detidas e encaminhadas para o 2° Distrito Policial, e liberados por volta das 9 horas. Advogados populares e a Defensoria Pública acompanhavam os depoimentos. Um dos rapazes contou que estava correndo por conta do gás e ouviu os policiais para parar. Em nenhum dos casos se confirmou alguma ilegalidade por parte dos manifestantes. Os três assinaram um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO).
Depois um outro grupo se encaminhou para a 15ª DP para registrar um boletim de ocorrência contra a Guarda Municipal por conta das agressões sofridas. Também há denúncias de cerceamento do direito à comunicação: um manifestante teve os vidros do carro todos quebrados pela Guarda porque se negou a entregar o celular no qual fazia imagens das violações cometidas pela polícia.

