fbpx

ALÇAR ARMAS! TÉCNICA, PENSAMENTO E AÇÃO TRANSFORMADORES PARA FAZER RENASCER A ESPERANÇA NO BRASIL

Edmilson Brito Rodrigues

Corroborando com a ideia de Milton Santos (2001) de que a possibilidade de uma outra globalização vai se tornando viável com as mutações filosófica e tecnológica que, indissociavelmente, embrionam o período popular da história, pode-se observar que a divisão digital, em outras palavras, as desigualdades sócio-espaciais expressas no acesso desigual às tecnologias digitais disponíveis, começa a chegar ao fim. A comunicação realizada por meio dos fluxos de informações digitais está chegando às massas do mundo, mesmo nos países mais pobres, trazendo uma revolução na economia, na política e na sociedade. Logo, na reconfiguração geográfica coetânea do período que está em gestação.

Se é verdade que pobreza e isolamento extremos são quase sinônimos, é verdade também que a telefonia celular e a internet sem fio, as mais transformadoras tecnologias do fenômeno técnico contemporâneo, autorizam, à revelia dos lugares e agentes que mandam no atual período histórico, o fim do isolamento.

Depreende-se disso que, como uma contra-racionalidade à razão do capital, a superação da divisão digital vem se dando mediante as próprias forças de mercado. Sim, porque a maximização da produtividade, o baixo valor dessa poderosa tecnologia, e a forte tecnoesfera produzida para viabilizar seu consumo têm permitido incorporar crescentes contingentes de pobres ao seu uso.

Basta dizer que em 2008 já havia mais de 3,3 bilhões de assinaturas de celulares no mundo; que a Índia tem cerca de 300 milhões de assinantes; o Brasil, mais de 130 milhões; a Indonésia, com aproximadamente 120 milhões e o continente africano, com mais de 280 milhões de assinantes (SACHS, 2008). Pode-se afirmar que os telefones móveis hoje estão presentes em todos os lugares do mundo, das aldeias às grandes cidades. Em uma extraordinária convergência contínua da informação digital e de lugares.

Sistemas sem fio conectam cada vez mais telefones móveis com a internet, com computadores pessoais e serviços de informação de todos os tipos de todos os lugares. Produzindo uma impressionante gama de benefícios, tais como acesso a sistemas bancários e de pagamento sem fio, serviços de saúde pública, assistência médica, sistemas de tele-medicina, serviços de emergência de ambulâncias educação, bancos, comércio e lazer, além das comunicações entre famílias e amigos (SACHS, 2008).

Obviamente, a popularização dessa técnica é a própria condição para a acumulação oligopolista de capital e, em consequência, de reforço do processo de concentração de renda nos países onde essas mercadorias e serviços se realizam. Porém, se essa é a racionalidade hegemônica, por causa dela produzem-se contra-racionalidades. O uso da rede mundial de computadores (internet) e da telefonia móvel por agentes criminosos (pedofilia, tráfico humano, narcotráfico) se constitui em exemplo de contra-racionalidade. Contudo, há usos populares que se expressam como formas de resistências e, mais do que isso, em alternativa à racionalidade hegemônica. Em outras palavras, a lógica hegemônica potencializa a produção de seu contrário, de uma lógica contra-hegemônica, logo, de uma racionalidade baseada em usos do território (técnica da ação) como bem social e não como bem mercantil; uma forma de uso das técnicas com base em uma concepção de mundo, uma filosofia que, mais do que constatar as desigualdades sócio-espaciais, interferir na realidade para torná-la uma paisagem de conteúdo feliz e igualitário.

É isso, um movimento contra-hegemônico e uma outra racionalidade alternativa à globalização atual, que os músicos das baixadas de Belém, das favelas do Rio de Janeiro; os povos indígenas do Xingu, etc., vêm fazendo ao utilizarem o aparato informacional para denunciar as ações violentas e desumanizantes hegemônicas e anunciar o amanhã que a história do futuro já prenuncia.

Em tempo, vale chamar atenção de todos e todas que têm acesso às técnicas informacionais e o compromisso com o futuro soberano e socialista do Brasil. Vive-se uma conjuntura complexa e desfavorável aos que vivem do trabalho. Como nunca na história deste país exerceu-se tão fortemente a hegemonia a favor do capital e contra esta nação de diversas nações que acumulam séculos de resistência. Os embates das lutas de classes que se aproximam em forma de disputa institucional exigem uso competente das técnicas e compromisso com as transformações estruturais tão urgentes neste país. As vítimas das perversidades sistêmicas, os descontentes, os que têm o privilégio de já conseguir ver a realidade com olhos críticos, em especial a juventude estudantil devem cumprir papel de vanguarda na luta contra-hegemônica informacional.

Uma evocação!

PLÍNIO PRESIDENTE! PARA RENASCER A ESPERANÇA


O Brasil não reconhece a si mesmo. O povo vive uma situação paradoxal: de um lado, medo e sofrimento pela perversidade da vida real grávida de desemprego, violência no campo e na cidade, tortura moral causada pela prostituição infanto-juvenil, extermínio de jovens pobres pela política de “faxina” feita pelo Estado em nome do combate ao crime organizado e, de outro, uma confusão de espíritos que dificulta a percepção de tudo isso é causado por uma política, que tem responsáveis. Os programas dos governos de FHC e Lula, ao privilegiar os interesses de banqueiros, do agronegócio, das mineradoras e demais corporações, aprofundam as desigualdades sócio-espaciais, segregando as classes pobres nas infinitas favelas e acampamentos em todo o território brasileiro. O renascimento da fé e a coragem de ser feliz das últimas eleições deram lugar à crença de que todos os partidos políticos são corruptos e que, sendo assim, ao invés de mudanças, por que não se contentar com as migalhas das políticas assistenciais, que servem apenas para garantir o sono dos injustos que mandam no país? Mas, os olhos atentos da maioria continuam perturbados pelos ruídos dessas perversidades que habitam as famílias trabalhadoras nos lares, nas estradas, nas ruas.

O PSOL e o conjunto dos socialistas brasileiros sabem muito bem que não se pode perdoar nem redimir os crimes contra a esperança. Por isso, escolheu entre os filhos do povo, um de seus mais preparados e bravos pensadores e lutadores. É PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO quem vai comandar a luta cívica para fazer triunfar novamente a esperança no futuro justo e feliz.

PLÍNIO – ainda pré-candidato à presidente – será o comandante da caravana que, por ser popular, fará renascer a alegria e a fé dos “de baixo” na construção do amanhã socialista do Brasil.

Referências:

SACHS, Jeffrey D.A guerra digital contra a pobreza. In: Valor Econômico, 2 de setembro de 2008. Colhido de http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=42722

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2000.

Edmilson Brito Rodrigues é professor e arquiteto e ex-deputado estadual e ex-prefeito de Belém

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,700SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas