Há cerca de um ano atrás, acontecia a finalização do processo de licitação do transporte coletivo de Curitiba. Vendido como modernização e como “símbolo de transparência”, cabe fazer um balanço do que significou este processo. No dia 01/09/2011, reportagem do jornal Gazeta do Povo entrevistou uma séria de personagens do processo de licitação que concluíram: não há mudanças significativas no transporte coletivo curitibano. Os ônibus continuam lotados, o sistema continua sem transparência, os acidentes e a tarifa só aumentaram desde então.
Conclusões semelhantes haviam sido tiradas durante o seminário “Transporte Coletivo em Curitiba”, promovido no final de março pelo Diretório Municipal do PSOL-Curitiba. Já naquela época, os debatedores denunciaram a fraude no processo licitatório e o caráter excludente do transporte na cidade.
E para mudar?
Os estudos mostram que não há mudanças qualitativas no sistema de transporte após o processo de licitação. E o que fazer então para mudar? Segundo Bruno Meirinho, advogado urbanista e ex-candidato a prefeito de Curitiba pela Frente de Esquerda (PSOL-PCB-PSTU), é “preciso reorganizar um amplo movimento em torno da questão do transporte, que reúna movimento popular, estudantil e sindical, e que possa trazer propostas verdadeiras de mudanças, como a estatização e o tarifa zero”.

