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(AP) Justiça Eleitoral cassa candidatura de Roberto Góes em Macapá

O juiz da 10ª Zona Eleitoral, Marconi Pimenta, cassou o registro da candidatura de Roberto Góes, eleito prefeito de Macapá (AP), nas últimas eleições, por abuso de poder político e econômico e compra de votos. Durante a campanha eleitoral, a coligação Frente Pela Mudança (PSB/PSOL/PMN), de Camilo Capiberibe e Randolfe Rodrigues, que disputou o segundo turno das eleições, denunciou os abusos cometidos.

De acordo com a decisão da Justiça Eleitoral, Góes teve o registro de candidatura cassado e os direitos políticos suspensos por três anos, além de pagamento de multa de 33 mil UFIR. O pedido de abertura de cassação foi feito pelo Ministério Público Eleitoral, devido a uma reunião na Sede dos Pescadores, em 22 de agosto de 2008, quando a secretária Estadual de Inclusão e Mobilização Social, Marília Góes, esposa do governador Waldez Góes, realizou reunião com mães beneficiadas por programas de assistência para pedir votos e convocar o grupo para caminhadas. A reunião foi gravada e, segundo testemunhas, também foi pedido informações sobre os títulos eleitorais das mães.

As eleições em Macapá foram marcadas, por um lado, por abusos de poder dos Góes, já que a família também governa o Estado do Amapá, e por outro, por entusiasmados comícios diante de propostas políticas consistentes da coligação PSB/PSOL/PMN. Durante a campanha, a presidente do PSOL, Heloísa Helena, o deputado Chico Alencar e o senador José Nery estiveram na cidade participando de atos políticos.

Roberto Góes tem direito a recurso. A Justiça Eleitoral decidirá se será realizada uma nova eleição, ou se a coligação Frente Pela Mudança assumirá a Prefeitura de Macapá.

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