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Bancada do PSOL se une a parlamentares de 13 países contra exportação de armas a Israel

Os 13 deputados federais da bancada do PSOL se uniram a parlamentares de 13 países ao assinar uma carta que defende o embargo contra a venda e a exportação de armas para Israel. A iniciativa é encabeçada pela Progressive International, uma articulação que organiza e mobiliza forças progressistas de todo o planeta.

“Nossas bombas e balas não podem ser usadas para matar, mutilar e desapropriar palestinos”, afirma trecho da carta.

“Sabemos que armas letais e seus componentes, fabricadas ou enviadas por meio de nossos países, têm contribuído para o ataque israelense à Palestina, que já ceifou mais de 30 mil vidas em Gaza e na Cisjordânia”, segue.

No Brasil, além de toda a bancada federal do PSOL, assina a iniciativa também o deputado Nilto Tatto (PT-SP). O ex-líder do Partido Trabalhista britânico Jeremy Corbyn e Jean-Luc Mélenchon, líder do partido França Insubmissa, também constam entre os que assinam a carta.

Dos Estados Unidos, país que internacionalmente tem sido o grande aliado de Israel para barrar providências internacionais contra o genocídio em curso, duas parlamentares assinam o documento: Cori Bush e Rashida Tlaib.

A lista, que reúne 218 signatários, tem representantes, além de Brasil, EUA, Inglaterra e França, também de parlamentares da Austrália, Bélgica, Canadá, Alemanha, Irlanda, Países Baixos, Portugal, Espanha e Turquia.

“Um embargo de armas deixou de ser uma necessidade moral para se tornar uma exigência legal”, diz a carta. “Hoje, nós tomamos uma posição. Tomaremos medidas imediatas e coordenadas em nossas respectivas legislaturas para impedir que nossos países armem Israel”, conclui a carta.

Leia, abaixo, a íntegra da carta articulada pela Progressive International:

“Nós, os parlamentares abaixo assinados, declaramos nosso compromisso de pôr fim às vendas de armas de nossas nações para o Estado de Israel.

Nossas bombas e balas não podem ser usadas para matar, mutilar e desapropriar palestinos. Mas são: sabemos que armas letais e seus componentes, fabricadas ou enviadas por meio de nossos países, têm contribuído para o ataque israelense à Palestina, que já ceifou mais de 30 mil vidas em Gaza e na Cisjordânia.

Não podemos esperar. Após a decisão provisória da Corte Internacional de Justiça (CIJ) [mais conhecida como Corte de Haia] sobre o caso da Convenção de Genocídio contra o Estado de Israel, um embargo de armas deixou de ser uma necessidade moral para se tornar uma exigência legal.

Não seremos cúmplices da grave violação do direito internacional por parte de Israel. A CIJ ordenou que Israel não matasse, ferisse ou ‘deliberadamente [infligisse] aos [palestinos] condições de vida calculadas para provocar… destruição física’. Eles se recusaram. Em vez disso, eles prosseguem com um ataque planejado a Rafah que o Secretário-Geral das Nações Unidas advertiu que “aumentará exponencialmente o que já é um pesadelo humanitário”.

Hoje, nós tomamos uma posição. Tomaremos medidas imediatas e coordenadas em nossas respectivas legislaturas para impedir que nossos países armem Israel.”

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