Trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país iniciaram, nesta terça-feira (30), greve por tempo indeterminado por melhores condições de trabalho e por reajuste de 12,5%. Sindicatos de todos os estados confirmaram adesão à greve, além do Distrito Federal.
Dados apresentados pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo apontam que o lucro dos maiores bancos cresceu 16,5%, a arrecadação com tarifas subiu 10,02%, mas a proposta apresentada pelos bancos não chega a 1% de aumento real.
Em assembleia nessa segunda-feira (29), os trabalhadores rejeitaram por unanimidade a nova proposta dos patrões de reajuste de 7,35%, e organizaram a paralisação a partir de hoje.
Entre as reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 12,5%, sendo 5,8% de aumento real; piso salarial de R$ 2.979,25; 14º salário; participação nos lucros e resultados de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247; vales-alimentação e refeição, cesta alimentação, décima terceira cesta e auxílio-creche/babá de R$ 724 ao mês. Outras demandas são: auxílio-educação, gratificação de caixa, no valor de R$ 1.042,74; gratificação de função equivalente a 70% do salário do cargo efetivo; e vale-cultura de R$ 112,50.

