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Célia Xakriabá (PSOL) aciona STF após repressão contra povos indígenas em frente ao Congresso Nacional

A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) protocolou nesta sexta-feira (11) uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Governo do Distrito Federal e órgãos de Segurança Pública. A ação é tomada após a lamentável violência policial cometida contra povos indígenas em frente ao Congresso Nacional durante marcha do Acampamento Terra Livre (ATL) e que atingiu inclusive a própria deputada com spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio.

O ATL reúne em Brasília mais de sete mil indígenas de todas as regiões do país. Nesta quinta-feira (10), os ativistas fizeram uma marcha programada pelo acampamento intitulada A Resposta Somos Nós, em direção ao Congresso Nacional, contra a Lei 14.701, a Lei do Marco Temporal.

A deputada relata que a ação contra a manifestação pacífica dos indígenas foi completamente desproporcional. Célia conta que foi atingida por gás de pimenta e gás lacrimogêneo lançados por integrantes da Polícia Legislativa do Congresso Nacional e da Polícia Militar do Distrito Federal (DF). Além de ter sido atingida por gás lacrimogêneo, Célia foi impedida pelos agentes de segurança de acessar o Congresso, mesmo após se identificar como parlamentar.

Entre os crimes listados na representação de Célia estão racismo, violência política e de gênero, lesão corporal e omissão de socorro, já que o Corpo de Bombeiros negou atendimento imediato a indígenas feridos.

“Não é apenas sobre mim. É sobre o que significa, para o Estado, ver uma mulher indígena exercendo seu mandato ao lado de seu povo. E é sobre como esse mesmo Estado reage quando a democracia é vivida do nosso jeito: com reza, canto e resistência”, afirmou Célia, em entrevista à imprensa.

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