A bancada do PSOL na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai à justiça contra perseguição política após manobra do PL que pode retirar o partido da presidência de quatro das cinco comissões que atualmente comanda, afetando diretamente espaços estratégicos de fiscalização, defesa dos direitos humanos, dos servidores públicos e das mulheres.
O PSOL defende que a manobra bolsonarista desrespeita o Regimento Interno da Alerj, que prevê a eleição das comissões no início de cada legislatura, e anunciou que recorrerá à Justiça para barrar a iniciativa.
Entre as alterações previstas estão a saída do deputado Flávio Serafini da presidência da Comissão de Servidores Públicos e da deputada Renata Souza da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Para o partido, a ofensiva tem como objetivo enfraquecer o trabalho de fiscalização realizado pelos mandatos e limitar a atuação da oposição dentro do Parlamento fluminense.
Segundo Flávio Serafini, a tentativa de retirar o PSOL dos espaços de comando ocorre justamente porque o partido tem denunciado esquemas e irregularidades que atingem interesses de grupos políticos poderosos no estado. Renata Souza também classificou a medida como um ataque à democracia e uma retaliação ao trabalho de investigação conduzido pela bancada.
A reação do partido mobilizou movimentos sociais, lideranças sindicais, militantes e parlamentares em defesa da permanência do PSOL nas comissões. Para a bancada, proteger o direito da oposição de fiscalizar e denunciar irregularidades é uma condição fundamental para o funcionamento democrático da Alerj.
Diante da ofensiva da extrema-direita, o partido reafirma que seguirá atuando na linha de frente da defesa dos direitos da população e contra qualquer tentativa de silenciamento político.

