Já está nas ruas e nas redes a nova edição do jornal Página 50, elaborado pela equipe de comunicação do PSOL, sob a responsabilidade da Secretaria de Comunicação do partido.
Neste novo número, você pode conferir o recado do presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, sobre a urgência de se construir uma alternativa de esquerda para o país; os principais pontos da Carta de Brasília, em que o PSOL defende um conjunto de medidas para enfrentar a grave crise em curso no país e derrotar o avanço conservador; a atuação combativa da bancada do PSOL no Congresso Nacional, que tem enfrentado cotidianamente as manobras de Eduardo Cunha e seus aliados; e informações sobre o 5º Congresso Nacional do PSOL.
Além das matérias mais completas, há também uma série de curtas sobre várias questões de interesses do partido e sua militância.
Sugerimos que a nossa militância e os nossos apoiadores leiam e divulguem o jornal aos colegas nos locais de trabalho, universidades, escolas, praças e diversos locais públicos.
Para baixar o arquivo do jornal, basta acessar o link: http://bit.ly/1PVXO5g
Leia, abaixo, o editorial desta edição do Página 50, assinado pelo presidente Luiz Araújo.
Construir uma alternativa de esquerda para o Brasil
O Brasil tem sido marcado pela combinação de uma crise que detém duas dimensões principais. Uma dimensão política, que se caracteriza pela total corrosão da maioria governista no Congresso Nacional, a ascensão de Eduardo Cunha e sua agenda ultraconservadora, a contraofensiva da direita – que passou a ocupar as ruas nos primeiros meses do ano exigindo o impeachment de Dilma – e o aprofundamento da crise envolvendo a Petrobras e diversos políticos do PT, PP e PMDB. E uma dimensão econômica, que se expressa no famigerado ajuste fiscal de Dilma e Levy: as MPs que retiram direitos dos trabalhadores, o PL da terceirização, o corte de quase R$ 70 bilhões do orçamento público, o novo pacote de privatizações, os sucessivos aumentos das taxas de juros e os sinais de recessão a divulgação do PIB negativo no primeiro trimestre de 2015. A saída de Dilma tem sido ceder cada vez mais, se distanciando do discurso do 2º turno e da base social de esquerda.
A grande imprensa dá ampla repercussão às dificuldades políticas do governo e reverbera as posições da oposição demo-tucana, que exige ainda mais cortes e privatizações (inclusive da Petrobras), mas pouco fala das saídas à esquerda propostas pelo PSOL e diversos movimentos sociais. Ainda assim, apesar das dificuldades impostas por este cerco midiático, temos conseguido firmar o PSOL como uma alternativa aos setores populares que rejeitam o ajuste fiscal e buscam saídas anticapitalistas à crise que o país enfrenta.
Através de sua bancada no Congresso Nacional e também da ativa presença de sua militância em todas as iniciativas desatadas pelos movimentos sociais em repúdio ao ajuste fiscal de Dilma e Levy, o PSOL segue firme na luta por outro modelo econômico e social e, sobretudo, para que os ricos paguem pela crise provocada por eles próprios.
Considero que estamos no caminho certo: mantemos uma atuação parlamentar combativa e independente ao mesmo tempo em que buscamos construir uma ampla frente social e política contra a retirada de direitos e em favor de reformas verdadeiramente democráticas e populares. Só assim conseguiremos resistir à ofensiva do governo e da direita pela retirada de direitos. O PSOL é parte deste esforço e seguiremos firmes, até a vitória!
Luiz Araújo
Presidente nacional do PSOL

