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Depois do massacre em Gaza…

Continuar a solidariedade com a Palestina!
Exigir a ruptura de relações com Israel!
Que os responsáveis sejam julgados como os nazistas em tribunais internacionais!

1 – Israel está retirando suas tropas de Gaza, o que segundo os correspondentes de notícias, será terminado hoje dia 20 de janeiro, antes da posse de Obama. O exército sionista se retira deixando a marca de sua carnificina que, como a do Holocausto, não poderá ser apagada da história.

O número estimado de vítimas é de mais de 1300 pessoas assassinadas e 5450 feridos. Dentre os mortos cerca de 400 são crianças, 108 são mulheres e 120 idosos. 14 mortos trabalhavam em equipes de socorro, somando ainda aos quatro jornalistas e 5 estrangeiros (entre eles dois funcionários das Nações Unidas). A destruição de prédios, hospitais, escolas casas e até de um cemitério foi enorme.

Em termos estritamente militares, comparando estes números com os 13 soldados israelenses mortos, se pode dizer que o triunfo esteve ao lado dos assassinos sionistas. Não poderia ser de outra forma já que se enfrentaram um dos mais poderosos exércitos – equipado pelos EEUU, com bombardeios, mísseis de última geração e armas de alta precisão, com um exército popular de milicianos que tem mísseis quase artesanais. Mais adiante tocaremos de forma mais detalhada no resultado militar que é cada vez mais discutível, segundo informações da imprensa e o fato de que o Hamas, antes de declarar sua trégua voltou a atirar 20 foguetes sobre o sul de Israel.

2 – Porém o primeiro que nos salta a vista é que este massacre levado a cabo pelo regime que podemos qualificar de neonazismo, fez perder, diante da opinião pública mundial, toda a legitimidade do estado sionista de Israel. Diante dos olhos do mundo a carnificina desatada acompanhada pelo cinismo e a falta de escrúpulos dos argumentos utilizados pelo governo sionista, fez cair por terra a idéia de que se tratava de “ações defensivas”.  Podemos dizer que nestes 22 dias o estado israelense sofreu uma derrota moral, ao mesmo tempo em que a popularidade da Resistência Palestina aumentou muito devido a brutalidade da agressão sionista.

Apesar da censura absoluta sobre a presença da imprensa em Gaza, o mundo terminou conhecendo a barbárie desatada com esta guerra e a situação desesperada que vivem as massas palestinas em Gaza, suportando um ano e meio de bloqueio. O horror desatado pelo governo Olmert só pode ser comparado com o da Alemanha nazista, ou em termos mais recentes com a guerra de Bush no Iraque.

Em Israel, tal como foi na Alemanha do terceiro Reich, Estado e Regime estão associados de maneira inseparável; se trata de um estado que somente pode sustentar-se sobre a base de um militarismo genocida e racista, já que se apóia sobre a ação de usurpação e ocupação de um território que não lhe pertence; Isto é o que era mais difícil de compreender já que Israel utilizava o fato verdadeiro da perseguição aos judeus na Alemanha. Hoje é muito mais acessível a população mundial: Israel usou os mesmo métodos do gueto de Varsóvia, pelo que se pode comparar este massacre com o holocausto.

3 – E isto ocorre também em meio ao papel lamentável que cumpriram não apenas o governo de Bush, como também a União Européia, uma parte dos governos árabes encabeçados pelo Egito e a mesma autoridade palestina, que guardou silêncio especulando que uma rápida derrota militar de Hamas a colocaria de novo no comando em Gaza. O papel da ONU foi também patético. No seu último artigo, Robert Fisk desafia o secretário geral da ONU a levar o governo de Israel  aos tribunais de Haia.

4 – O alinhamento dos governos nos momentos críticos e agudos da situação mundial é a melhor forma de provar quem é quem. Neste sentido, o governo Lula, através de seu chanceler deu mostras de sua dependência aos centros de poder internacional, ao só “deplorar” a reação “desproporcional” de Israel.

Quem passou por esta prova de fogo foram os governos de Evo Morales e Chávez. Este último foi o que primeiro se manifestou expulsando o embaixador e logo rompeu relações Israel, no momento em que o governo boliviano fazia o mesmo. Evo também tomou a iniciativa de apelar ao tribunal de Haia para que os responsáveis israelenses sejam julgados por crimes de guerra. Com estes fatos concretos que colocaram estes governos ao lado das massas palestinas, ambos os governos mostraram que são independentes do imperialismo.

5 – Clausewitz dizia que a guerra é a continuação da política por outros meios, ou seja que entre ambas existe uma estreita relação. Se o objetivo político-militar de Israel era aniquilar o Hamas, isto evidentemente não ocorreu. O New York Times, em sua última análise afirma que “o dano real que o Hamas sofreu parece ser limitado em parte, porque o Hamas atuou de maneira cautelosa. Há uma ironia nisso, já que a milícia islamista que supostamente reivindica a morte negou-se a uma luta mais aberta. O grupo foi por todos os meios capaz de preservar uma parte importante de sua força. Israel informou a morte de algumas centenas de combatentes, porém, a força de Hamas é de milhares. Funcionários militares israelenses disseram que viram poucos combatentes no campo de batalha. Houve apenas algumas tentativas de atentados suicidas com bombas”. Nesta mesma análise o jornalista comenta que “Hamas é a principal organização de Gaza”, “Eles são o regime e se sentem muito conectados com o povo e não querem perder esta conexão”.

6 – De todas as maneiras é um fato que o Hamas saiu golpeado e debilitado militarmente. E que a política de Israel, apoiado pelos EEUU e a UE vai continuar debilitando-o militarmente, através do bloqueio e politicamente mediante todas as formas de pressão para que a população palestina fique convencida de que tem que apoiar os moderados de Al Fatah e desista do Hamas.

Entretanto, sabemos que não será uma tarefa fácil. “The Observer” de Inglaterra diz que “tanto os palestinos de Cisjordânia como de Gaza estão inquietos pela atuação da autoridade dirigida por Mahmud Abbas que nada fez durante o holocausto levado a cabo pelas forças sionistas contra as mulheres e crianças palestinas”. É um fato que o massacre sionista reforçou o poder político do Hamas na esfera palestina e no exterior, em especial no mundo árabe e muçulmano. Assim como a guerra no sul do Líbano reforçou o Hezbolah, esta ofensiva pode fazer o mesmo com o Hamas. Em que pese as condições mais difíceis e o fato de ser o Hamas tecnicamente e militarmente inferior ao Hezbolah.

7 – O massacre sionista desatou uma onda de protestos em todo o mundo sob a palavra de ordem de parar o genocídio de Israel e em solidariedade com a causa palestina. Dezenas de milhares saíram às ruas no mundo árabe e muçulmano indignados criticando a passividade dos governos de Egito, Jordânia, Arábia Saudita… Por sua vez, a Europa foi cenário novamente de grandes mobilizações como não aconteciam desde o início da guerra do Iraque, pedindo o fim da ofensiva Israelense. A simpatia pela Palestina também se mostrou em manifestações ocorridas na América Latina e no Brasil.

O massacre sionista questionou globalmente a política de Israel. Mostrou o papel ineficaz e cúmplice da ONU. Atualizou a demanda da retirada de Israel dos territórios ocupados em 1967 e estrategicamente a consigna de uma Palestina Laica, Livre e Democrática, sobretudo no território palestino.

Ao mesmo tempo a mobilização terá que continuar através da demanda imediata da ruptura de relações com o governo de Israel, o que segue colocado com toda a força. E temos que agregar a proposta de que os assassinos sejam julgados pelos crimes de guerra,
apoiando neste sentido a proposição de Evo Morales. Não pode haver impunidade frente ao massacre, os criminosos têm que ser julgados pelos seus crimes.

Pedro Fuentes
Secretário de Relações Internacionais – PSOL

Después de la masacre de Gaza

Continuar la solidaridad con Palestina

Exigir la ruptura de relaciones con Israel

Que los responsables sean juzgados como los nazis en tribunales internacionais

1.- Israel está haciendo la retirada de sus tropas de Gaza que según los cables de noticias sería completada hoy 20 de enero, antes de la asunción de Obama. El ejército sionista se retira dejando la marca de su carnicería que, como la del holocausto, no podrá ser borrada en la historia.

El número de víctimas se ha calculado en más de 1.300 personas asesinadas y 5.450 personas heridas. De entre los muertos cerca de 400 son niños, 108 son mujeres y  120 ancianos. 14 de los muertos trabajaban en equipos de socorro, a lo que hay que sumar los 4 periodistas y  5 extranjeros entre ellos los dos funcionarios de la ONU. La destrucción de predios, hospitales, escuelas, casas y hasta el cementerio ha sido enorme.

En términos estrictamente militares, comparando esos números con los 13 soldados muertos del lado israelí, se puede decir que el triunfo ha estado de lado de los asesinos sionistas. No podía ser de otra manera ya que se enfrentaron uno de los ejércitos más poderosos equipado por los EEUU, con bombardeos, misiles de última generación y armas de alta precisión, con un ejército popular de milicianos que tiene misiles casi artesanales. Más adelante tocaremos en forma más detallada el mismo resultado militar que es cada vez más discutible según las informaciones de prensa y el mismo hecho de que Hamas, antes de declarar su tregua volvió a tirar 20 cohetes sobre el sur de Israel.

2.- Pero lo primero que salta a la vista es que esta masacre desatada por el régimen al que podemos calificar de un neo-nazismo, ha hecho perder ante la opinión pública mundial legitimidad al estado sionista de Israel. Frente a los ojos del mundo la carnicería desatada acompañada por el cinismo y la falta de escrúpulos de los argumentos utilizados por el gobierno sionista, hizo caer la mascara de que se trataba de acciones defensivas. A pesar de la censura absoluta a la presencia de la prensa en Gaza, el mundo terminó conociendo la barbarie desatada con esta guerra y la situación desesperada que viven las masas palestinas en Gaza soportando un año y medio de bloqueo. El horror desatado por el gobierno de Olmert es solo comparable al de la Alemania nazi, o en términos más cercanos parecida a la guerra de Bush en Irak.

En Israel, al igual como lo fue en la Alemania del Tercer Reich, estado y régimen están asociados de manera inseparable; se trata de un estado racista que solo se puede sostener sobre la base de un militarismo genocida sustentado en el racismo, ya que se apoya sobre una acción de usurpación y ocupación de un territorio que no le pertenece. Esto que era más difícil de comprender ya que Israel utilizaba el hecho cierto de la persecución a los judíos por la Alemania nazi, hoy es mucho mas accesible a la población mundial. Israel usó los mismos métodos del gueto de Varsovia, por lo que la masacre se compara al holocausto. Podemos decir que con estos 22 días el estado Israelita sufrió una derrota moral, al mismo tiempo que la popularidad de la Resistencia Palestina ha aumentado debido a la brutalidad de la agresión sionista.

3.- Y esto ocurre también en medio del papel lamentable de complicidad que han jugado no solo el gobierno de Bush sino también la Unión Europea, una parte de los gobiernos árabes encabezados por Egipcio y la misma autoridad palestina que guardó silencio especulando que una derrota militar rápida de Hamas lo pondría de nuevo en el comando en Gaza. El papel de la ONU fue patético. En su ultimo artículo Robert Fisk increpa al coreano secretario general de la ONU desafiándolo a que lleve al gobierno israelí a los tribunales de la Haya.

El alineamiento de los gobiernos en los momentos críticos y agudos de la situación mundial es la mejor prueba de lo que ellos mismos son. En ese sentido el gobierno de Lula a través de su cancillería brasilera dio muestra de su dependencia política de los centros de poder internacional, al “deplorar” la reacción “desproporcional” de Israel.

Quienes pasaron la prueba fueron los gobiernos de Evo Morales y Chávez. Este último fue el que primero se manifestó expulsando al embajador y luego rompió relaciones Israel al mismo tiempo que también lo hacía el gobierno boliviano. Evo también tomó la iniciativa de apelar al tribunal de la haya para que los responsables israelitas sean juzgados por crímenes de guerra. Con estos hechos concretos que pusieron a estos gobiernos del lado de las masas palestinas, ambos gobiernos mostraron que son independientes del imperialismo.

4.-  Si Clausewitz decía que la guerra es la continuación de la política por otros medios, quiere decir que  entre ambas una relación estrecha. Si el objetivo político-militar  de Israel era aniquilar a Hamas, esto evidentemente no ha ocurrido. El NY Times dice en su último análisis que  “el daño real a Hamas parece haber sido limitado en parte porque Hamas actuó de manera cautelosa. Hay ironía en esto, ya que la milicia islamista que supuestamente reivindica la muerte, se negó a una lucha mas abierta. El grupo fue por todas los medios capaz de preservar una parte importante de su fuerza. Israel informó de la muerte de algunos cientos de combatientes, pero toda la fuerza de Hamas son miles. Funcionarios militares israelíes dijeron que vieron muy pocos combatientes en el campo de batalla. Salieron en su mayoría en dosis y hubo sólo unos pocos intentos de atentados suicidas con bombas”.  En este mismo análisis el periodista del New York Times  comenta  que “Hamas es la principal organización en Gaza,” “Ellos son el régimen y se sienten muy conectados con la gente y no quieren perder esa conexión con la gente”.

5.- De todas maneras es un hecho de que Hamas ha sido golpeado y debilitado militarmente. Y que la política de Israel, apoyado en los EEUU y la UE, va a ser continuar debilitándolo militarmente a través del bloqueo y políticamente mediante todas las formas de presión para que la población Palestina se convenza de que tiene que apoyar a los moderados de Al Fatah y desista de Hamas.

Pero no será tarea fácil. “The Observer” de Inglaterra dice que “tanto los palestinos de Cisjordania como los de Gaza están inquietos por la actuación de la autoridad dirigida por Mahmud Abbas que no ha hecho nada durante el holocausto llevado a cabo por las fuerzas israelís contra mujeres y niños palestinos inocentes”  Y en efecto, es un hecho de que la masacre sionista ha reforzado el poder político de Hamas en la esfera palestina y en el exterior en especial en el mundo árabe y musulmán. Así como la guerra sobre el sur del Líbano reforzó a Hezbolah, esta ofensiva puede hacer lo mismo con Hamas a pesar de que esta está en condiciones más difíciles y es técnicamente y militarmente inferior a Hezbolah.

6.- La masacre sionista desató una ola de protestas en el mundo bajo la consigna de detener la masacre de Israel y en solidaridad con la causa palestina. Decenas de miles salieron a las calles en el mundo árabe y musulmán indignados criticando la pasividad de los gobiernos de Egipto, Jordania, Arabia Saudita….. A la vez, Europa fue escenario nuevamente de grandes movilizaciones como no se veían desde el inicio de la guerra de Irak, pidiendo el cese de la ofensiva israelita. La simpatía hacia Palestina también se mostró en movilizaciones acontecidas Latinoamérica y en Brasil.

La masacre sionista ha cuestionado globalmente la política de Israel. Ha mostrado el papel inefica
z y cómplice o de la ONU. Ha actualizado la demanda del retiro de Israel de los territorios ocupados en el 67 y estratégicamente la consigna de una Palestina Laica Libre y Democrática sobre todo el territorio palestino.

Al mismo tiempo la movilización debe y puede continuar a través de la demanda inmediata de la ruptura de relaciones con el gobierno de Israel que sigue planteado con toda fuerza, y a la que hay que sumar también que los asesinos sean juzgados por crímenes de guerra, apoyando en ese sentido la propuesta de Evo Morales. No puede haber impunidad frente a la masacre, los criminales tiene que ser juzgados por sus crímenes

Pedro Fuentes
Secretario de Relaciones Internacionales – PSOL – Brasil

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