Revoltados com o que consideram um descaso do GDF em relação ao não cumprimento das promessas de campanha do então candidato Agnelo Queiroz e do que classificam de “inércia” do presidente da CLDF, deputado Cabo Patrício, que no período eleitoral se propunha a ser o representante dos policiais militares de Brasília; praças policiais militares e bombeiros do DF, resolveram botar a boca no trombone.
Por meio de através das rede socias (Orkut e Facebook) e coordenados pelo SindPM (Associação Única dos Praças PM/BM do DF) decidiram tornar pública a insatisfação da categoria. Faixas de cobrança também foram fixadas em pontos de grande circulação de pessoas e veículos, com objetivo de demonstrar o clima interno da corporação.

Os manifestantes estão particularmente irritados com a edição do decreto Nº 33.431, de 20 de dezembro de 2011 que concedeu aumento salarial em forma do que eles denominam “gordas gratificações” aos oficiais superiores das corporações. As gratificações variam entre R$ 2.937,71 e R$ 13.929,03 . Alegam que estão há quatro anos sem reajuste no seus vencimentos e que são eles que efetivamente arriscam a vida no policiamento das ruas do DF.
O movimento questiona a postura do presidente da CLDF, deputado Cabo Patrício (oriundo da PMDF), que não estaria defendendo e teria solicitado que a Agencia de Fiscalização do DF – AGEFIS, subordinada à secretaria da Ordem Pública e Social – SEOPS para recolher das ruas as faixas da mobilização dos praças. Seria uma forma de coibir a visibilidade do movimento. Patrício, segundo os praças, tem portas abertas na SEOPS, pois ela seria comandada pelo subtenente da PMDF, José Grijalma de Farias, indicado para o cargo pelo deputado Patrício.


