Do site do PSOL Nacional – Leonor Costa
Os integrantes do Diretório Nacional do PSOL se reúnem neste sábado e domingo (27 e 28/04), em São Paulo, para mais uma importante reunião que vai debater os temas mais atuais para o partido neste momento. Conforme definido na última reunião da Executiva Nacional, realizada no dia 4 de março, o objetivo central dessa reunião é discutir a organização do 4º Congresso Nacional do PSOL, já marcado para os dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro. No final de semana, portanto, serão dados informes sobre as últimas filiações, elaborado o regulamento do IV Congresso e definido o local do evento, que é a maior instância deliberativa do partido e vai eleger a nova direção para os próximos dois anos. Por decisão da Executiva Nacional, ficou estabelecido que o colégio eleitoral do 4° Congresso será baseado na lista de filiados entregue ao TSE no dia 15 de abril.
Outros pontos que serão debatidos pelo Diretório Nacional, atualmente formado por 59 membros, são a conjuntura nacional e internacional, o balanço dos primeiros meses de administração do PSOL nas cidades de Itaocara-RJ e Macapá-AP e os relatórios da Comissão Nacional do Ética do PSOL.
Defesa dos direitos humanos
Preocupados com a campanha promovida por setores conservadores, especialmente ligados aos deputados Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, de ataques ao deputado Jean Wyllys, pela sua atuação em defesa dos direitos humanos, os membros do Diretório Nacional também pretendem, na reunião deste final de semana, elaborar uma campanha em defesa do mandato do parlamentar do Rio de Janeiro. Desde que o deputado e pastor Marco Feliciano foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, no início do mês de março, os deputados do PSOL têm sido protagonistas de ações que questionam as atitudes e as declarações, consideradas racistas, homofóbicas e preconceituosas, feitas pelo referido pastor. Para eles, a postura de Feliciano é incompatível com o seu cargo de presidente da comissão que é responsável por tratar dos casos de violação dos direitos humanos e combater toda forma de preconceito contra mulheres, negros, índios, crianças, homoafetivos, seguidores das religiões de matrizes africanas, entre outros que são vítimas da opressão imposta pelo capitalismo.
Desde então, o deputado Jean Wyllys vem sofrendo ataques de setores ligados ao mandato do pastor, o que tem sido reforçado pelo também deputado Jair Bolsonaro. Vídeos e imagens manipuladas que circulam na internet trazem falsas declarações apontadas como sendo do deputado do PSOL. Tais atitudes vêm, inclusive, colocando em risco a vida de Jean Wyllys.
A situação ficou tão insustentável que Jean, Chico Alencar (PSOL-RJ) e outros deputados contrários à permanência de Feliciano na CDH se retiraram da Comissão e reforçaram o trabalho na Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos. “Não encontramos ali mais espaço legislativo nem político para tratar dos direitos humanos de minorias, então passamos a atuar nos espaços onde nos temos ainda chances de defender os direitos humanos de minorias”, disse Jean Wyllys.
No início de abril, esses deputados protocolaram na Procuradoria Geral da República uma ação criminal – por calúnia, difamação, falsificação de documento público, injúria, falsidade ideológica, formação de quadrilha e improbidade administrativa – contra o deputado Marco Feliciano, o pastor Silas Malafaia, e os assessores parlamentares Rafael Octávio, Joelson Tenório, André Luis de Oliveira, Roseli Octávio e Wellington de Oliveira, por produzirem vídeos, notas, postagens em redes sociais, ou colaborarem ativamente na propagação destas, atribuindo aos deputados, entre outros, a defesa da pedofilia como bandeira política.

