Manifestação realizada nesta quinta-feira (29/10) à noite pelo Movimento Passe Livre (MPL), com concentração em frente ao Teatro Municipal, no centro da capital paulista, pediu tarifa zero no transporte público. Cerca de 70 policiais da Força Tática, vestidos de preto, capacetes e escudos, estavam no local. Os manifestantes saíram em passeata por volta das 19h pelas ruas do centro.
Representantes do movimento afirmaram que, apesar das mudanças no transporte – como passe livre para estudantes, faixas de ônibus e ciclovias – os ônibus e trens continuam lotados.
“Defendemos o transporte realmente público, com tarifa zero”, disse a militante do MPL Letícia Cardoso. Segundo os líderes do movimento, o transporte não deve ser tratado como mercadoria e o lucro dos empresários não é prioridade, mas sim a segurança e o conforto da população.
“O abuso de mulheres no transporte está atrelado à superlotação”, acrescentou Letícia. Segundo ela, para obter mais lucro os empresários não aumentam a frota nas ruas e deixam que os ônibus fiquem lotados. “Essa precarização está ligada ao lucro (das empresas de transporte)”, disse.
De acordo com o MPL, a manifestação também fez referência ao Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre, em 26 de outubro – data da aprovação da tarifa zero para estudantes em Florianópolis, em 2004.
Brasília
No Distrito Federal, o Movimento Passe Livre participou de manifestação no final da tarde desta quinta-feira (29/10), como parte da semana de lutas pela tarifa zero. Os militantes se juntaram aos professores do DF, que estão em greve desde o dia 15 de outubro. Na tarde de quarta-feira (28/10), grevistas foram agredidos por policiais militares, quando dispersavam da manifestação, no Eixão, região central de Brasília. Professores e outras categorias de servidores públicos exigem do governo de Rodrigo Rollemberg o pagamento da última parcela do reajuste salarial, que deveria ter sido paga em setembro, com base em acordo firmado em 2013.
Ao se juntar aos professores, o MPL-DF prestou a sua solidariedade à greve e às vítimas da truculência da PM. A concentração foi na Rodoviária do Plano Piloto.
Com informações da Agência Brasil

