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Edmilson Rodrigues convoca Henrique Meirelles para explicar atuação no grupo J&F

Possível indicação dos aliados de Michel Temer às eleições indiretas para presidência da República, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles deve ser convocado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara para prestar esclarecimentos sobre sua atuação, entre 2012 e 2016, no grupo empresarial J&F Participações, holding proprietária do grupo JBS. Isso porque o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) protocolou nesta terça-feira (23/05) requerimento na CFT, comissão da qual é membro, para que a convocação de Mirelles seja votada na quarta-feira (24). Para o deputado, é urgente que o ministro esclareça seu papel no grupo empresarial J&F em face das recentes declarações dos sócios da referida empresa sobre propinas a políticos que chegam a R$ 500 milhões.

Segundo declarou Henrique Meirelles em 2016, sua participação era apenas “consultiva”. Contudo, em declaração publicada em 19 de março de 2012 à revista Exame, na reportagem “O preço de Henrique Meirelles”, o empresário Joesley Batista destaca o papel que o ministro deveria desempenhar. “O Meirelles não vai ser apenas um consultor. Vai cobrar resultados dos executivos e traçar estratégias para a expansão do negócio”, diz Batista. “Agora é com ele”.

“É importante, pois, saber a natureza das atividades desempenhadas pelo ministro. Se era, de fato, de caráter consultivo ou como integrante do Conselho de Administração da companhia, tomando decisões estratégicas. Ressalte-se, ainda, que ele também foi presidente do Banco Original, que integra a estrutura da J&F Participações, pouco antes de assumir o Ministério da Fazenda, como demonstra a matéria veiculada na Folha de São Paulo em 19 de maio de 2017”, ressalta o documento protocolado pelo deputado Edmilson.

O PSOL protocolou ação pedindo impeachment do governo Temer e também apoia a tramitação e aprovação da PEC 227/2016, do deputado Miro Teixeira, que pretende alterar o texto Constitucional para determinar que, em caso de vacância do cargo em até seis meses do fim do mandato, novas eleições diretas sejam convocadas no país. Segundo a justificativa: “o Congresso Nacional deve devolver ao povo, em qualquer circunstância, o direito de escolher o Presidente da República”.

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