No dia 23 de julho de 2007 foi criada a Comissão para a Auditoria Integral do Crédito Público pelo Governo do Equador, que por trinta anos deverá auditar a dívida equatoriana, de modo a identificar todas as ilegitimidades que marcaram o processo de endividamento e anular os débitos correspondentes. A Comissão de Auditoria da Dívida do Equador é composta por quatro representantes do governo, doze da sociedade equatoriana e seis pessoas de entidades internacionais, sendo uma delas do Brasil: a auditora da Receita Federal Maria Lucia Fattorelli, coordenadora da Campanha Auditoria Cidadã.
Depois que o presidente Rafael Correa tomou a decisão de expulsar o representante do Banco Mundial no país, por chantagem contra o governo, e haver anunciado que não renovará a concessão da base militar de Manta para os Estados Unidos, que vence em 2009, o compromisso de investigar os contratos e outros mecanismos de endividamento público é mais um indício que as mudanças em curso no Estado equatoriano poderão representar uma nova força potencial na atual conjuntura latino-americana de resistência ao imperialismo.
É fundamental que o PSOL apóie a iniciativa deste país irmão, que é um exemplo para o Brasil, que possui uma dívida imensa, repleta de ilegitimidades e que, em 2006, consumiu 37% do Orçamento Geral da União.

