O presidente e líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente, discursou, na tarde da última quarta-feira (03), no plenário da Câmara sobre a situação de abandono por qual passa o Sistema Único de Saúde (SUS) e o vergonhoso favorecimento ao sistema privado de saúde. Tudo isto com o aval do governo federal.
Na manhã do mesmo dia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou de audiência pública na Câmara falando sobre várias questões do setor. No debate Ivan Valente questionou o ministro sobre a falta de investimento na saúde pública.
“O governo está com um pacote de medidas para transferir recurso público para o setor privado na área de saúde”, afirmou o deputado. “E o ministro Padilha não respondeu a essa pergunta. Calou-se totalmente em relação a esse ponto”.
Leia trecho do discurso do deputado Ivan Valente
“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, subo à tribuna, neste momento, para tratar de duas questões: uma é sobre a vinda, hoje, do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha; a outra é sobre o Coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Paulo Sérgio Pinheiro.
Em relação à vinda do Ministro, quero abordar uma questão central. Passamos 3, 4 horas conversando, mas, rigorosamente, não se tratou do financiamento da saúde, que é a questão mais importante.
A ideia é saber se realmente está sendo implementado o Sistema Único de Saúde, se há recursos para o SUS e qual é o balanço que existe, de verdade, sobre a situação da saúde, consultado o cidadão brasileiro. A situação não é aquela maravilha que foi cantada lá, não. O Sistema Único de Saúde carece de recursos. E mais: está sendo desviado recurso público para o setor privado. E dissemos isso ao Ministro Padilha.
Mais importante é a denúncia, que vem sendo feita seguidamente, a respeito de que os planos de saúde estão fazendo com os contratantes. Levam-se até 12 anos — doze — para julgar um processo contra uma operadora de saúde. A média é de 6 anos.
Hoje, a capa do jornal Folha de S. Paulo publicou que a ANS deixou de receber 2,7 milhões de reais por inoperância, aliviando as operadoras de planos de saúde, representantes da ANS, que pulam da iniciativa privada, das operadoras de saúde, para representar o poder público, ou seja, o interesse público na ANS.
É interessante o que foi divulgado: uma reunião em que três grupos dos maiores, os tops do sistema privado de saúde, a Qualicorp, financiadora de campanha de muita gente, inclusive da Presidente da República; o Bradesco e a Amil sugeriram, e o governo discutiu isso, desonerações para o setor privado de saúde.
Para ler esse discurso completo basta clicar aqui.
Na manhã do mesmo dia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou de audiência pública na Câmara falando sobre várias questões do setor. No debate Ivan Valente questionou o ministro sobre a falta de investimento na saúde pública.
“O governo está com um pacote de medidas para transferir recurso público para o setor privado na área de saúde”, afirmou o deputado. “E o ministro Padilha não respondeu a essa pergunta. Calou-se totalmente em relação a esse ponto”.
Leia trecho do discurso do deputado Ivan Valente
“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, subo à tribuna, neste momento, para tratar de duas questões: uma é sobre a vinda, hoje, do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha; a outra é sobre o Coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Paulo Sérgio Pinheiro.
Em relação à vinda do Ministro, quero abordar uma questão central. Passamos 3, 4 horas conversando, mas, rigorosamente, não se tratou do financiamento da saúde, que é a questão mais importante.
A ideia é saber se realmente está sendo implementado o Sistema Único de Saúde, se há recursos para o SUS e qual é o balanço que existe, de verdade, sobre a situação da saúde, consultado o cidadão brasileiro. A situação não é aquela maravilha que foi cantada lá, não. O Sistema Único de Saúde carece de recursos. E mais: está sendo desviado recurso público para o setor privado. E dissemos isso ao Ministro Padilha.
Mais importante é a denúncia, que vem sendo feita seguidamente, a respeito de que os planos de saúde estão fazendo com os contratantes. Levam-se até 12 anos — doze — para julgar um processo contra uma operadora de saúde. A média é de 6 anos.
Hoje, a capa do jornal Folha de S. Paulo publicou que a ANS deixou de receber 2,7 milhões de reais por inoperância, aliviando as operadoras de planos de saúde, representantes da ANS, que pulam da iniciativa privada, das operadoras de saúde, para representar o poder público, ou seja, o interesse público na ANS.
É interessante o que foi divulgado: uma reunião em que três grupos dos maiores, os tops do sistema privado de saúde, a Qualicorp, financiadora de campanha de muita gente, inclusive da Presidente da República; o Bradesco e a Amil sugeriram, e o governo discutiu isso, desonerações para o setor privado de saúde.
Para ler esse discurso completo basta clicar aqui.

