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Freixo protocola, na Alerj, pedido de impeachment contra Sérgio Cabral

Deputado também representou contra o governador do Rio no Ministério Público Federal

O deputado Marcelo Freixo, do PSOL do Rio de Janeiro, protocolou, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), pedido de impeachment contra o governador Sérgio Cabral. Baseado em reportagem da revista ‘Veja’, ele alega que várias empresas concessionárias de serviços públicos do estado são clientes do escritório de advocacia que tem como sócia Andriana Ancelmo, mulher do governador. Freixo também representou contra Cabral no Ministério Público Federal, com o argumento de que o governador não poderia ter “um parente beneficiado por ações de seu governo”.

Conforme o regimento interno da Assembleia Legislativa, os pedidos de impeachment passam primeiro pela Mesa Diretora da Casa, depois são enviados à Procuradoria da Alerj, que pode emitir pareceres de acordo com a legislação estadual, e voltam para a diretoria, que dá a resposta sobre a abertura ou não do processo, que precisa ser votado pelos deputados.

O deputado psolista utilizou, em seu requerimento, informações contidas na reportagem da “Veja”, apontando que a movimentação do escritório Coelho&Ancelmo Advogados aumentou de três profissionais e 500 ações, em 2006, para 20 advogados e 10 mil ações em 2012. Logo após a posse de Cabral, o escritório ganhou clientes com a Supervia e o MetrôRio, concessionárias de serviços públicos. Ainda segundo a ‘Veja’, Adriana tem rendimentos mensais de R$ 184 mil por sua participação no escritório. O salário do governador é de R$ 20,6 mil, quase dez vezes menor.

“Isso é um escândalo. Não pode ser tratado como uma questão privada, é uma questão pública a partir do momento que há um claro favorecimento da primeira-dama em contratos do escritório de advocacia vinculados ao governo cujo marido é o governador. Há um favorecimento direto do governador como membro de uma unidade econômica que é a família”, disse Freixo, em declaração ao site Uol Notícias. “É um crescimento desproporcional que nenhum outro escritório de advocacia teve.”

Na mesma entrevista ao Uol, o deputado considerou que a relação dos negócios de Adriana Ancelmo, seu papel como primeira-dama e a participação no governo não são transparentes e carecem de investigação. “O metrô contratou o escritório dela pra questões trabalhistas sendo que o escritório não tem essa especialidade. É uma relação entre público e privado que tem que ser investigada. A partir do momento que a primeira dama representa o governador num evento no Tribunal de Justiça, a partir do momento que a primeira dama ocupou cargo público independente de ser remunerado ou não, essa relação está evidente”, disse.

 
 

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