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Greve geral contra medidas de austeridade paralisa a Bélgica

Uma greve geral, que já foi classificada de histórica pelos sindicatos de trabalhadores belgas, parou praticamente toda a Bélgica nesta segunda-feira (15). A mobilização dos trabalhadores teve adesão no setor dos transportes, nos serviços públicos e no setor privado, onde várias grandes empresas do país ficaram de portas fechadas.
 
A paralisação, que juntou as principais centrais sindicais, teve como alvo o plano de austeridade do governo de direita, que prevê cortes na ordem dos 11 mil milhões de euros, o aumento da idade para aposentadoria de 65 para 67 anos e a suspensão da atualização anual dos salários de acordo com a inflação.
 
Os protestos começaram logo no domingo (14). A partir das 22h nenhum avião aterrisou ou descolou no país, o que provocou, só em Bruxelas, o cancelamento de mais de 600 vôos.
 
Segundo a Agência France-Presse (AFP), os trens do metrô pararam completamente, tal como os dois principais portos belgas. Na maioria das cidades não houve qualquer tipo de serviço de transporte público, devido o impacto esmagador da greve no setor.
 
As principais zonas industriais contaram com mobilizações de piquetes de greve, que garantiram a paralisação da produção e também onde houveram denúncias às autoridades de “intimidação aos trabalhadores” por parte das associações patronais.
 
“Nunca houve uma greve com esta adesão, uma frente sindical assim unida, do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste”, afirmou Marie-Hélène Ska, secretária-geral da central sindical CSC. Por sua vez, Marc Globet, líder do sindicato socialista FGTB, avisou o primeiro-ministro Charles Michel que “se insistir na mesma lógica autista” de recusa de negociação serão estudadas novas jornadas de protesto.

 

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