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Heloísa Helena recebe Protógenes em Porto Alegre

O PSOL do Rio Grande do Sul realizou nesta segunda-feira, 17, ao meio-dia, ato contra a corrupção na Esquina Democrática. Com a presença dos presidentes nacional e estadual da sigla, respectivamente, Heloísa Helena e Roberto Robaina, da líder da bancada na Câmara Federal, deputada Luciana Genro, e dos vereadores eleitos no Estado, Romer Guex, por Viamão, e Pedro Ruas e Fernanda Melchionna, em Porto Alegre, a manifestação serviu de desagravo ao trabalho executado pelo delegado Protógenes de Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e pelo juiz Fausto De Sanctis, que determinou a prisão do banqueiro Daniel Dantas.

Estiveram presentes, além de militantes e autoridades do PSOL, representantes de entidades ambientalistas, que protestavam e recolhiam assinaturas contra o projeto Pontal do Estaleiro, policiais, que mais tarde fariam passeata até o Palácio Piratini, e professores estaduais e da Ulbra, que estão em greve. Robaina abriu o ato lembrando que o PSOL ocupa a Esquina Democrática todas as segundas-feiras do ano, abrindo o diálogo com a população em qualquer época e não apenas nos períodos eleitorais. Protógenes não pode participar dessa atividade, pois teve quer ir a São Paulo ter audiência com seu advogado, para tratar da recuperação de seu celular e de seu computador, que foram apreendidos arbitrariamente pela Polícia Federal.

Luciana disse que era uma alegria estar com Heloísa Helena.. “Este ato de desagravo ao delegado Protógenes e a mobilização para que o banqueiro Daniel Dantas vá para trás das grades é mais uma luta contra a corrupção que o PSOL encabeça. Como aqui em Porto Alegre, que sabemos que vereadores foram comprados, denunciados pelos próprios colegas vereadores, a corrupção se espalha por todos os poderes. Não é casualidade que o presidente do Supremo concedeu dois habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, com o objetivo de desmoralizar a prisão efetuada por Protógenes e De Sanctis.”

Heloísa afirmou que é sempre um momento muito especial estar em “nossa querida cidade de Porto Alegre, nosso querido estado do Rio Grande do Sul, terreno importante da preciosa luta para tornar o Brasil uma nação civilizada, que ainda não é”. A ex-senadora e atual vereadora eleita de Maceió disse que como socialistas, os militantes do PSOL não vão deixar que quem pague pela crise do capitalismo não sejam os banqueiros, o capital financeiro. “O PSOL é um partido pequeno, mas que tem a obrigação de denunciar, mostrar quem são os profissionais da enganação na política, os vilões dos cofres públicos, que os roubam de forma desavergonhada. Agora, homenageando o delegado Protógenes, prestamos ainda tributo a todos que trabalham de forma honesta, que não se curvam aos grandes interesses (…) Um país com orçamento de R$ 1 trilhão não tem o direito de dizer que não tem dinheiro para educação, saúde, segurança, para a melhoria de vida dos trabalhadores, que pagam impostos em todas as pequenas despesas do dia-a-dia. O dinheiro da exploração da maioria do povo não pode ser apropriado pelos poderosos.

Coletiva de imprensa

Após a atividade na Esquina Democrática, Luciana, Heloísa e Robaina foram até o Aeroporto Salgado Filho buscar o delegado para participar de uma coletiva de imprensa, no escritório de advocacia de Pedro Ruas. Antes da entrevista, o presidente estadual do PSOL lembrou que na quarta-feira, 19, data em que termina o prazo de defesa de Dantas, haverá outro ato do PSOL, no Supremo Tribunal Federal, em Brasília, para saudar o trabalho de Protógenes e De Santis e exigir a prisão do banqueiro.

O delegado garantiu estar “contagiado de felicidade com o apoio” e afirmou que é a força que tem recebido que tem o mantido, e à sua família, em pé e de cabeça erguida. “Agradeço as manifestações que sei que ocorreram durante o ato público, iniciativa de Luciana Genro e da nossa eterna senadora Heloísa Helena (…) Aliada à crise financeira que atinge principalmente a classe média, temos uma crise institucional sem precedentes na história deste país, como comprovou a Operação Satiagraha, sobre a qual ainda não posso me manifestar em respeito às investigações que ainda ocorrem. Sei que a imprensa é ávida pelo diálogo, mas só poderei falar sobre a Operação e só o farei após a prisão do bandido disfarçado de banqueiro que é o Daniel Dantas. Não sou juiz, mas sei o que apurei durante as investigações.”

Após a coletiva, o grupo seguiu para a Praça da Matriz, onde se juntou à manifestação da Polícia Civil. Às 18h, Protógenes teria encontro com o diretor da Faculdade de Direito da Ufrgs, onde daria ainda palestra.

Representação

O PSOL entrou no último dia 13 com representação na Procuradoria-Geral da República para que sejam investigados os procedimentos adotados pelo delegado Amaro Vieira Ferreira e pelo diretor-geral da Polícia Federal, Luis Fernando Corrêa, ao pedirem quebra de sigilo telefônico de Protógenes para apurar possível vazamento de informações na Operação Satiagraha, que resultou na prisão de Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas. A PF se justificou informando que não houve pedido de quebra de sigilo, mas sim de dados sobre a localização das torres de transmissão, informação questionada pela imprensa.

Para o PSOL, o que ocorre diante dessas ações da PF é uma tentativa interna de desestabilização institucional, que desvia o foco das conclusões da Operação Satiagraha e beneficia três dos principais acusados. Além disso, tenta-se desmoralizar o trabalho realizado pelo delegado Protógenes e pelo juiz De Sanctis, que autorizou as prisões, à época.

Fonte: PSOL/RS

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