A mobilização deste dia não pode ser maior. Calculam-se mais de 200 mil pessoas. As ruas estavam totalmente lotadas.
Ironicamente a gigantesca marcha ocorreu pelo chamado “Bulevar de las Fuerzas Armadas”. Esta marcha se concentrou a umas dez quadras do ponto principal do Aeroporto Internacional de Toncontin. Neste ponto se encontrava uma linha de militares, que ao ver o mar de gente que se aproximava foram retrocedendo até o ponto que tomaram como trincheira a entrada principal do terminal aéreo. Os manifestantes se deixaram levar pela emoção e iniciaram cantos de vitória. A paciência terminou a mobilização depois de quatro horas de espera.
Instintivamente os manifestantes começaram a rodear a parte sul do terminal aéreo. Existia um ambiente de paz atenuado pelos nervos de estar a frente dos militares golpistas.
Por outro lado os policiais andavam entre os manifestantes arrancando aplausos e consignas como: “policía, amigo, la lucha no es contigo”. Havia rumores que a polícia havia se sublevado, mas esta informação não é confirmada.
Cada dia que se passa o golpe se torna mais militarizado o golpe
Essa paz que se respirava foi cerceada por completo porque os militares começaram a disparam contra a sensatez, centenas de capsulas ficaram espalhadas pela rua.
O sangue de nossos mártires voltaram a manchar as ruas de nossa pátria um estudante de 17 anos foi atingido por um disparo na cabeça, se presume que foi um franco atirador, e uma criança de 8 anos foi ferida de morte, também faleceu alguns minutos depois. Levaram quatro pessoas feridas ao Hospital Escola (Hospital Público) um deles com um tiro na virilha. O companheiro faleceu na sala de urgências. Os outros 4 estão em estado grave. Não sabemos como não mataram a mais companheiros.
Estas mobilizações são pacíficas. A comissão de disciplina, integrada por universitários, realizaram um trabalho extraordinário. Retirando paus e pedras dos companheiros que não se comportavam, mas estavam chegando manifestantes de todos os lados. Esta conjuntura foi aproveitada pelos milicos para infiltrar agentes militares da inteligência. É por isso que não podemos descartar que alguns dos manifestantes sejam enviados pelo regime golpista para atiçar os agentes para que reprimam com uma violência brutal.
Por que não aterrizou Mel?
Tanques e caminhões do exercito foram postos na pista de aterrizagem. Os manifestantes estavam com todos os desejos de ocupar a mesma, para permitir a aterrizagem do presidente. O avião na qual estava a comitiva do presidente sobrevoou várias vezes a zona do aeroporto.
Os milicos imediatamente mandaram jatos de guerra para perseguir o avião presidencial. O comandante do avião pediu permissão para aterrizagem e este foi negado. Como resposta recebeu um “si no abandona el espacio aéreo de aeropuerto Toncontin será interceptado por la fuerza aérea hondureña” estas condições impediram a aterrizagem do avião presidencial.
O que fazer diante de tanta brutalidade?
Se num de nossos informes anteriores dizemos que a guerra civil estava atrás da esquina, hoje em dia nos encontramos na esquina.
A população está indignada e sobram os desejos de tomar em armas e arrancar os golpistas, aqueles que nos retiraram a força.
Não nos fica mais nada além da mobilização e a resistência até o final. Forjando essa força popular, o mar de gente não pode ser contido até para o melhor exército do mundo e estes milicos não o são.
Todos as ruas para derrotar os milicos!
Todos a desobediência civil! Apenas juntos venceremos!
Lotemos as ruas com um mar de gente para expulsar aos milicos!
Juramos vencer e venceremos!
Por H.Z., Dirigente estudantil, 05/07/2009
De “Socialismo y Barberie” Tradução Fred Henríquez

