A decisão, explica Wyllys, não é meramente reativa, apesar de ter sido, sim, estimulada pelas manifestações e reivindicações da população. “Essa proposta já foi aprovada em primeiro turno e está, há sete anos, aguardando votação”, lembra o deputado. Para ele, o voto secreto no Legislativo é sempre ambivalente e traz não somente benefícios, como também malefícios, que se manifestam “devido à cultura da demagogia, da desonestidade intelectual e da covardia populista”.
“Há uma cultura de transparência se impondo aos poderes públicos e essa cultura tem uma dimensão pedagógica”, disse Wyllys. “Nós devemos abraçar essa cultura e não rechaçá-la. O eleitorado pode fazer suas escolhas a partir das posições claras de seus representantes”.
Uma moção de repúdio às denúncias de espionagem de agências norte-americanas também foi pauta da reunião. Não havendo consenso entre os líderes, ela será submetida às respectivas bancadas, para ser votada ainda hoje em Plenário. O PSOL é a favor da moção.

