As Juntas Codeputadas (PSOL-PE) entregaram na última terça-feira (20), ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), desembargador Frederico Neves, um manifesto político em apoio às candidaturas coletivas e em defesa da PEC nº 397/2017, que tramita na Câmara dos Deputados e oficializa a existência de mandatos coletivos na esfera legislativa.
A ação das parlamentares, que integram o primeiro mandato coletivo de Pernambuco, é uma resposta à Justiça Eleitoral, que vem questionando as candidaturas coletivas que estão na disputa eleitoral de 2020. Na reunião com o presidente do Tribunal, as parlamentares, que também são presidentas da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), também entregaram uma cartilha contendo todas as ações legislativas e sociais realizadas pelo atuante mandato.
No documento, as Juntas afirmam acreditar que o surgimento dos mandatos coletivos está inserido no contexto político e social complexo em que o país se encontra, de ampla crise de representatividade nas instituições democráticas brasileiras.
Foi assim que surgiram as Juntas, em 2018, eleitas como deputadas estaduais com mais de 39 mil votos. Além de um novo jeito de organizar um mandato, as candidaturas coletivas reestruturam toda lógica político-partidária brasileira, pois elas carregam princípios de coletividade na construção de decisões, horizontalidade e despersonalização da política. Logo, trazem para a sociedade a importante discussão sobre as representações da sociedade, comumente excluídas pelos setores dominantes e conservadores do país.



