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Líder do PSOL denuncia na tribuna da Câmara escândalo do metrô de São Paulo

Do site do PSOL Nacional

Segundo o deputado, quem paga pelo superfaturamento e pelo cartel é o povo. Governo do PSDB é o principal responsável pelo caos no transporte público no estado
 
O presidente do PSOL e líder do partido na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), em pronunciamento nesta quarta-feira (07) no plenário, comentou o esquema envolvendo o governo do Estado de São Paulo e o metrô, conforme denunciou recentemente a transnacional Siemens. De acordo com a denúncia, o governo paulista teria dado o aval para a criação de um cartel que atuava em licitações de obras do metrô.
 
Além de citar o caso, o presidente do PSOL também criticou o atual cenário de sucateamento em que se encontra o transporte público na capital paulista. “O metrô paulistano, que ontem (terça-feira, dia 06) proporcionou mais um dia de caos depois de um inacreditável descarrilamento que deixou o sistema praticamente inviabilizado por mais de nove horas, provocou filas intermináveis e humilhou seus usuários, está sucateado, muito aquém da demanda e sabemos o motivo: tanto o metrô quanto a CPTM estão sob controle de um cartel de empresas que chega a inflacionar em até 30% o valor dos contratos. E o governo do Estado é, segundo investigação do Cade, cúmplice do esquema”, denunciou Ivan.
 
O parlamentar citou reportagem publicada no último dia 2 pelo jornal Folha de São Paulo, que informa que o cartel em São Paulo teria sido formado em 2000, no governo de Mário Covas (PSDB), para a construção da linha 5 do Metrô. A empresa, segundo o jornal, teria assinado um documento em que garantiria a imunidade caso o esquema fosse descoberto. O Cade apontou, afirma ainda o jornal, que o esquema se estendeu ao governo de Geraldo Alckmin (2001-2006) e também ao primeiro ano do governo de José Serra (2007).
 
O líder do PSOL ressaltou, em seu pronunciamento, que a transnacional francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui são algumas das que fazem parte do esquema delatado pela Siemens. Após ganhar uma licitação, essas empresas geralmente subcontratavam uma outra para simular os serviços, e por meio da mesma realizar o pagamento da propina. Em 2002, no governo de Geraldo Alckmin, a alemã Siemens venceu a disputa para manutenção preventiva de trens da CPTM. Para isso, subcontratou à época a MGE Transportes. A Siemens teria pago a MGE R$ 2,8 milhões em quatro anos. Desse montante, ao menos R$ 2,1 milhões foram distribuídos a políticos do PSDB e diretores da CPTM.
 
Para Ivan Valente, o responsável pelo caos no transporte público em São Paulo, com destaque para a referida situação do metrô, é o PSDB, “há dezenove anos no poder no Estado e fez do transporte público uma grande bomba-relógio”.
 
“Estamos no meio de um escândalo de imensas proporções. Enquanto o povo sofre com um serviço terrível, o governador Geraldo Alckmin tenta abafar o caso o quanto pode, adotando uma tática diversionista de desviar o assunto para uma suposta politização da investigação. Mas as denúncias são gravíssimas e estão se acumulando há anos, e o resultado os cidadãos paulistanos sentem no seu cotidiano. Alckmin ainda teve a coragem de dizer que a rede metrô de São Paulo é ‘boa’. Um deboche, já que tudo indica que ela só é boa para as empresas”, ressaltou Ivan.
 
Para ler a íntegra do pronunciamento do deputado clique aqui.

 

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