A deputada federal eleita Luciene Cavalcante (PSOL) precisou acionar o Ministério Público Federal e a Polícia Federal após ser alvo de ameaça de morte na última quarta-feira (11). Um boletim de ocorrência também foi registrado no 77º Distrito Policial da Polícia Civil de São Paulo.
Não vou recuar! ✊
Recebi ameaças de morte por e-mail, no dia de hoje.
Fiz um Boletim de Ocorrência e acionei o Ministério Público Federal.Assumirei o mandato para o qual fui eleita e lutarei contra toda tentativa de golpe, em defesa da educação e dos servidores públicos. pic.twitter.com/0wWlm5HfWr
— Luciene Cavalcante (@_lucavalcante) January 11, 2023
A ameaça foi enviada por e-mail, por um autor anônimo que diz ter 37 anos. Na mensagem, ele sugere que Cavalcante “durma de olhos abertos”, à espreita de um eventual ataque. “Pode ser uma invasão, um atropelamento, um assalto, um vendedor batendo à sua porta ou até mesmo um aluno”, afirma.
Ele ainda diz que colou um retrato da parlamentar eleita na porta de seu quarto —e que aponta para ele, todos os dias, uma arma de fogo. “Irei deixar meu rastro de fúria quando te encontrar”, escreve.
Luciene Cavalcante ficou como primeira suplente da bancada de parlamentares federais da federação PSOL-Rede em São Paulo nas eleições do ano passado, com quase 50 mil votos. Com a ida das eleitas Marina Silva (Rede) e Sônia Guajajara (PSOL) para os Ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas, respectivamente, ela assumirá a vaga de deputada federal na bancada do PSOL.
Professora e supervisora da rede municipal de educação em São Paulo, Cavalcante nunca tinha recebido uma ameaça de morte até então.
A parlamentar eleita suspeita que a ameaça tenha relação com seu pedido de extradição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) feito ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“As ameaças vêm depois dessas ações como uma tentativa de nos calar, de nos intimidar, de colocar o terror, de impor o medo. Mas a gente não vai parar. Nós fomos eleitos democraticamente e vamos exercer toda a nossa potencialidade. Vamos lutar para defender a democracia”, afirma Luciene Cavalcante.

