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Marcelo Freixo | “A responsabilidade pelas mortes na chuva do Rio não é dos pobres, é de Crivella”

Ao contrário do que disse Marcelo Crivella, a responsabilidade pelas mortes e destruição provocadas pelas chuvas no Rio não é das famílias pobres, é do próprio prefeito, que mistura incompetência e descaso com a vida dos cariocas mais pobres.

Não temos como evitar os temporais, mas podemos agir para reduzir danos e salvar vidas. Esse é o papel do prefeito, mas somando os anos de 2017 e 2018, Crivella cortou R$ 564 milhões que seriam usados na prevenção de enchentes e contenção de encostas. Isso significa que ele deixou de investir 80% do que estava previsto para ampliar o sistema de drenagem e evitar deslizamentos de terra. Absurdo!

Só na parte de contenção de encostas, algo que é essencial diante da quantidade de morros que o Rio possui, o corte foi de 70%! Em fevereiro de 2018, quatro pessoas morreram e duas mil famílias ficaram desabrigadas por causa das chuvas na capital. Já em 2019, entre janeiro e abril, Crivella não investiu nem um centavo na manutenção do sistema de drenagem e na contenção de encostas. Naquele verão, os temporais mataram seis pessoas.

Neste ano, o descaso com a vida dos cariocas se repete: o prefeito cortou R$ 14 milhões que seriam investidos em prevenção de enchentes e de deslizamentos de terra. Três pessoas morreram até o momento em nossa cidade.

O vereador do PSOL Tarcísio Motta presidiu em 2019 a CPI das Enchentes e 105 medidas concretas foram apresentadas para evitar que tragédias continuem ocorrendo, mas nada foi feito até o momento por Crivella. Você pode ler o relatório completo aqui.

É urgente o fim dos cortes nos orçamentos de monitoramento de riscos e prevenção de desastres. Nossa cidade precisa de um plano municipal de contenção de encostas e controle de enchentes. Até que os problemas sejam devidamente solucionados, todas as áreas de risco precisam ser monitoradas em tempo real e contar com um sistema de alerta aos moradores, mas até hoje a Zona Oeste, a mais atingida pelos temporais neste ano, não possui esses alarmes.

A prefeitura também tem obrigação de orientar e treinar moradores dessas áreas de risco para que eles identifiquem ameaças e saibam rapidamente o que fazer em momentos de crise. A capacitação e assistência do poder público fazem diferença e podem salvar vidas.

Mas o principal mesmo é que o prefeito se importe com a vida das famílias cariocas, assuma a sua responsabilidade e se prepare de fato para os temporais que sempre ocorrem nessa época do ano. Infelizmente, as chuvas e o descaso do prefeito não são novidades.

Marcelo Freixo
Deputado Federal pelo PSOL-RJ

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