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Marcelo Freixo defende ações da Prefeitura para manter paz nas favelas

Para o candidato do PSOL a prefeito do Rio, Marcelo Freixo, a manutenção da paz nas favelas vai muito além da presença policial. Em visita ao Morro Santa Marta, em Botafogo, na manhã de quinta-feira (20/9), Marcelo defendeu a necessidade de ações de responsabilidade da Prefeitura para promover a segurança pública das comunidades cariocas.

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Segundo Marcelo, a Prefeitura precisa, de fato, garantir os direitos da população, com medidas como a criação de escolas e creches, implantação de uma rede de saneamento básico eficiente e ações de estímulo à economia dentro das favelas.

“Em 2008, a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foi instalada em um prédio onde funcionaria uma creche municipal. A UPP foi uma conquista para os moradores, mas até hoje eles não têm a creche prometida. O Estado e a Prefeitura não podem achar que apenas a polícia resolverá todos os problemas da comunidade”, disse Marcelo.

Caminhando pela parte alta da favela, Marcelo ouviu dos moradores reclamações sobre remoções de cerca de 150 casas. Para José Antônio Camelo, de 43 anos, nascido e criado no Santa Marta, a Prefeitura agiu de forma intransigente porque nem ouviu as sugestões dos moradores sobre formas de mantê-los dentro da comunidade. “Nunca houve um desabamento aqui. Eles afirmam que há um risco, mas nós temos um laudo mostrando que seria mais fácil fazer obra de contenção de encosta em vez de tirar a gente daqui”, explicou José Antônio.

Para Marcelo, a atual política de remoções da Prefeitura precisa ser revista. A urbanização das favelas é mais barata e melhor para os moradores e, quando for realmente necessária a retirada das famílias de suas casas, que elas sejam removidas para dentro da própria comunidade.

Em conversa com os moradores do Santa Marta, o candidato também apresentou outras propostas para a comunidade, como a capacitação de profissionais para desempenhar ações voltadas ao turismo, especialmente nas favelas da Zona Sul, onde há grande potencial para a atividade.

“É possível capacitar os moradores e criar um programa da própria Prefeitura para atrair turistas que poderão consumir dentro da favela e, assim, estimular a economia e gerar empregos”, disse o candidato.

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