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Moradores do Alto Boqueirão recebem ameaça de despejo no Paraná

Cerca de 50 famílias da comunidade Vila Nova, do bairro Alto Boqueirão, Zona Sul de Curitiba (PR), estão sobre ameaça de despejo. Os moradores vivem na região há aproximadamente dois anos, e no dia 8 de novembro foram avisadas por oficiais de justiça, representantes da Regional Boqueirão e policiais da Rotan que seriam despejados, sem direito à realocação ou outra medida que garanta o direito à moradia dos atingidos. A ação de reintegração de posse está prevista para a próxima terça-feira, dia 29.

Os moradores procuram ajuda de diversos órgãos públicos, reivindicando garantias de realocação e um lugar para onde ir em caso de despejo. Em reunião com o poder público estadual, a comunidade conseguiu a suspensão da ordem de reintegração por 45 dias, afirmada pelo assessor especial para assuntos fundiários, Hamilton Serighelli.

Na semana passada, poucos dias após a conversa com Serighelli, policiais fecharam as ruas da Vila Nova e anunciaram que fariam despejo na próxima terça-feira, dia 29.“Eles foram dizer que a gente tinha até semana que vem para tirar nossas coisas e desmanchar as casas, ou as máquinas vão passar por cima de tudo e vamos sair só com os documentos e as sacolas de roupas”, relata um dos moradores, Willian Diemerson Ribeiro Borille.

A COHAB, em uma primeira conversa com os moradores, afirmou que não iria interferir frente ao Judiciário, no entanto comprometeu-se a levantar mais informações sobre a titularidade da área.

Nova ameaça foi realizada pela polícia terça-feira, dia 22, reafirmando a ação de reintegração de posse no dia 29. Na manhã de ontem, um grupo de 15 moradores esteve na COHAB para cobrar a realocação para outra área ou o direito de permanecer no local. A Companhia aceitou conversar apenas com cinco representantes, e como resposta, sugeriu que as famílias entrassem na fila para aguardar vagas em moradias populares. “Eles falaram que nós vamos ter que entrar na fila e depois que 80 mil pessoas forem atendidas nós teremos lugar pra morar. Mas para nós vamos para onde agora? Nós vamos sair com nossas famílias e morar na rua?”, questiona Borille, um dos participantes da reunião com a COHAB. Para o morador, a Companhia “virou as costas” para a população.

*Fonte: Terra de Direitos

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