A esquerda perdeu nesta terça-feira, 11 de junho, o escritor Jacob Gorender, um dos maiores historiadores marxistas brasileiros. Foi militante comunista, permanecendo por quase três décadas no Partido Comunista Brasileiro (PCB), de onde saiu nos anos 60 para fundar o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).
Gorender foi preso durante o regime militar e tornou-se um dos mais respeitados intelectuais da esquerda brasileira. Entre seus trabalhos se destacam “O Escravismo Colonial”, de 1978, “A burguesia brasileira”, de 1981, e “Combates nas trevas”, de 1987. Seus 90 anos de vida, completados no dia 20 de janeiro deste ano, foram boa parte dedicados aos estudos, às lutas políticas e a uma vasta produção acadêmica. Em seus diversos livros, artigos e ensaios, Gorender apresentou ideias até então inéditas sobre o Brasil e sua formação socioeconômica.
Em 1970, foi preso em São Paulo por agentes do Esquadrão da Morte, chefiado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, e levado ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops), onde foi torturado. Libertado da prisão cerca de dois anos depois, quando passou a se dedicar integralmente ao trabalho de tradutor e a investigar a realidade brasileira. “O Jacob é uma das figuras da esquerda brasileira que sempre exigiu rigor no estudo e na apreciação das questões. Ele tinha muita preocupação com o conhecimento da realidade brasileira, em não deixar a coisa no ‘chute’ ou no romantismo”, disse o jornalista e artista plástico Sérgio Sister, em matéria no jornal Brasil de Fato, sobre o rigor com que Gorender dedicava aos seus objetos de estudo.
Para o presidente do PSOL e deputado federal Ivan Valente, a esquerda brasileira perde um grande intelectual. “Com sua colaboração teórica e, sobretudo, prática, como dirigente político de importantes organizações revolucionárias, Gorender deixou seu nome inscrito entre os heróis do povo brasileiro. O PSOL lamenta a sua perda e reconhece a envergadura de seu legado”, ressalta Ivan.
O historiador e chefe do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), Virgílio Arraes, destaca a atuação política de Gorender em consonância com sua produção acadêmica e intelectual. “Gorender representou bem a ideia de que a ação e a reflexão podem caminhar conjuntamente. Ele não era um intelectual desligado da ação, da luta política. Não vivia numa redoma de vidro. Por isso, as obras deles são tão robustas e instigantes. Ele teve uma contribuição imensa para a historicidade brasileira, sem nunca ter deixado a política cotidiana. Gorender tinha a clara consciência de que o trabalho histórico contribui efetivamente para reflexão e ação social”, ressalta Virgílio.
Leia mais sobre Jacob Gorender na matéria publicada em 15 de fevereiro deste ano no jornal Brasil de Fato.
Gorender foi preso durante o regime militar e tornou-se um dos mais respeitados intelectuais da esquerda brasileira. Entre seus trabalhos se destacam “O Escravismo Colonial”, de 1978, “A burguesia brasileira”, de 1981, e “Combates nas trevas”, de 1987. Seus 90 anos de vida, completados no dia 20 de janeiro deste ano, foram boa parte dedicados aos estudos, às lutas políticas e a uma vasta produção acadêmica. Em seus diversos livros, artigos e ensaios, Gorender apresentou ideias até então inéditas sobre o Brasil e sua formação socioeconômica.
Em 1970, foi preso em São Paulo por agentes do Esquadrão da Morte, chefiado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, e levado ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops), onde foi torturado. Libertado da prisão cerca de dois anos depois, quando passou a se dedicar integralmente ao trabalho de tradutor e a investigar a realidade brasileira. “O Jacob é uma das figuras da esquerda brasileira que sempre exigiu rigor no estudo e na apreciação das questões. Ele tinha muita preocupação com o conhecimento da realidade brasileira, em não deixar a coisa no ‘chute’ ou no romantismo”, disse o jornalista e artista plástico Sérgio Sister, em matéria no jornal Brasil de Fato, sobre o rigor com que Gorender dedicava aos seus objetos de estudo.
Para o presidente do PSOL e deputado federal Ivan Valente, a esquerda brasileira perde um grande intelectual. “Com sua colaboração teórica e, sobretudo, prática, como dirigente político de importantes organizações revolucionárias, Gorender deixou seu nome inscrito entre os heróis do povo brasileiro. O PSOL lamenta a sua perda e reconhece a envergadura de seu legado”, ressalta Ivan.
O historiador e chefe do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), Virgílio Arraes, destaca a atuação política de Gorender em consonância com sua produção acadêmica e intelectual. “Gorender representou bem a ideia de que a ação e a reflexão podem caminhar conjuntamente. Ele não era um intelectual desligado da ação, da luta política. Não vivia numa redoma de vidro. Por isso, as obras deles são tão robustas e instigantes. Ele teve uma contribuição imensa para a historicidade brasileira, sem nunca ter deixado a política cotidiana. Gorender tinha a clara consciência de que o trabalho histórico contribui efetivamente para reflexão e ação social”, ressalta Virgílio.
Leia mais sobre Jacob Gorender na matéria publicada em 15 de fevereiro deste ano no jornal Brasil de Fato.

